Miguel Santos Na sequência da resposta, no passado dia 12, do Sr. Presidente da Câmara de Machico ao meu artigo ‘Nem todo o dourado é ouro – A saga continua’, e face ao conteúdo da mesma, vejo-me na obrigação de responder. Antes de mais, e uma vez que aparentemente o Sr. Olim não se deu ao trabalho de ler com atenção o estudo da Quercus, esclareço que o estudo é para o ano de 2013. Mas, e ao contrário do que o Sr. Olim diz (por desconhecimento ou propositadamente, o que em qualquer caso é grave), já no ano anterior (2012) a água da praia de Machico tinha sido indicada no estudo como possuindo má qualidade, como oportunamente foi publicado pelo DN-M a 1 de Junho de 2012. Portanto, sobre a verdade dos factos, penso que estamos conversados, caindo por terra a teoria de se ter tratado de um caso pontual. Naturalmente para os Machiquenses (pelo menos aqueles que não tenham problemas em reconhecer a realidade) estas provas são desnecessárias, pois existe um historial de anos de descargas de esgotos junto à zona de S. Roque, sendo o tema por demais conhecido (menos, aparentemente, pelo Sr. Olim) se bem que, infelizmente, nunca resolvido. Em vez de tentar branquear os factos, sugeria que trabalhasse para resolver o problema. Até porque não vejo como ter notícias destas em telejornais nacionais, se coaduna com a sua estratégia de aposta no turismo, conforme afirmou recentemente em entrevista ao DN-M. Acho ainda curioso que, para o Sr. Olim, ter a praia cheia é sinónimo de qualidade da água, desvalorizando assim os testes realizados por entidades idóneas. O natural para alguém com responsabilidades públicas, perante uma praia cheia e testes que provam a má qualidade da água, era envidar todos os esforços para resolver o problema e evitar que futuramente possa existir um problema de saúde pública. Decidiu ainda o Sr. Olim, na sua resposta, entrar nos campos do ataque pessoal, da liberdade de opinião e do direito de cidadania – o que é já tristemente usual por parte de muitos políticos desta ala política. Como bem sabe, sou natural de Machico e não tenho problemas em reconhecer em si uma pessoa que se interessa pela nossa terra. Obviamente isso não invalida que discorde das suas opções políticas e que ache que mais (e sobretudo melhor) podia e devia ter sido feito no concelho. Seria benéfico para o debate político na região que os políticos Madeirenses aprendessem que é perfeitamente possível discordar politicamente e, ainda assim, respeitar os adversários e ser capaz de reconhecer que também eles gostam da sua terra… Finalmente, sobre o facto de não viver em Machico, só reflete o fracasso da política conduzida pelo PSD-M em Machico (e nisto estão igual ao PSD-M em geral) que, por incapacidade de promover a criação de emprego no concelho (ou na Região) ao longo de todos estes anos, força tantos Machiquenses a viver fora da sua região (quanto mais fora do concelho…). O que faltava ainda é que isso fosse uma razão para não poder participar civicamente!