Consumimos demais, trocamos de telemóvel demasiadas vezes, de computador, tablet, iphone, de carro, de roupa, sapatos, etc, as coisas são usadas e deitadas fora ainda em bom estado. Depois há uma enormidade de coisas que compramos e deitamos fora mal chegamos a casa, demasiados recipientes, frascos, caixas, sacos, mesmo a reciclagem é uma solução muito deficiente pois destroi o que já está feito para voltar a fazer, é uma perca de tempo, energia e recursos. Mas se concorda com esta percepção e com a necessidade de reduzir o nosso espírito consumista então só pode ser um votante do PAN e porquê? Porque esta opção de reduzir o consumo tem uma consequência muito clara que todos os outros partidos rejeitam: a negação do modelo de crescimento económico. O PAN é o único partido que rejeita o actual modelo económico baseado no crescimento, todos os outros o defendem. Não é possível apelar à moderação do espírito consumista e defender o crescimento económico como já ouvi muitos fazer. A razão é simples e linear. Se o consumo diminuir não é necessário produzir tanto, toda a linha de exploração de recursos naturais e de produção de ‘coisas’ fica afectada e obviamente todos os trabalhos que lhe estão associados. É por isso que os partidos trabalhistas visam garantir o trabalho e o consumismo para os trabalhadores. É por isso que os partidos de direita visam servir os interesses coorperativos privados que os sustentam, e tentam manter o crescimento regulando, por questões de competitividade, os aspectos sociais e remuneratórios dos trabalhadores e se não venderem cá dentro, exportam para outros comprarem. Ambos são subservientes ao modelo de crescimento económico. Deixe de olhar para a esquerda e para a direita, olhe para dentro e vá em frente. Se isto não lhe disser nada, procure conhecer melhor o único partido inteiro.
Rui Almeida Presidente do PAN-M