Conceição Pereira É caso para citar Francisco Louçã e Mariana Mortágua no seu livro publicado recentemente "ISTO É UM ASSALTO" . Realmente estão a assaltar-nos quase todos os meses. Ainda há pouco nos roubaram com aumento do IRS e mais taxas e sobretaxas, agora anunciam novas desgraças para os trabalhadores, pensionistas e reformados, sobretudo no sector público. Eu vou falar sobre o sector público que conheço melhor, mesmo sabendo que os outros trabalhadores também estão a ser roubados. É uma calamidade o que está acontecer aos servidores do Estado. O Governo está a destruir tudo o que é público. Quanto aos sistemas de saúde e de reformas do sector público vão de mal a pior, carregando em cima dos trabalhadores e pensionistas, dizendo qe é para tornar o sistema sustentável. Mas o que eles querem é destruir. Por um lado, o Estado nunca contribuiu com a sua parte de patrão para a Caixa Geral de Aposentações e para a ADSE. Mesmo asssim, eu tenho dúvidas que o sistema não seja sustentável, na medida em que os funcionários que se reformaram a partir de 2006 ou 2007 ( se não estou em erro quanto à data certa) continuam a pagar um boa percentagem para a CGA e todos os utentes da ADSE descontam 1,5% para a mesma. O Tribunal Constitucional devia ter considerado inconstitucional o governo "assaltar" as reformas dos F.P., porque o dinheiro da CGA não lhe pertence. Aliás, também devia ser considerada inconstitucinal a contribuição de solidariedade, uma vez que ninguém sabe com quem estamos a ser solidários.Chamam-lhe "solidariedade", como podiam chamar-lhe outro nome qualquer, só para nos extorquirem dinheiro. E uma vez que não foi sonsiderada inconstitucional, agora parece que vão fazer subir essa contribuição e outras taxas, porque a sua "fome" de dinheiro não tem limites. Mas o mais assustador é que não vão pagar dívida nenhuma, por mais que roubem o nosso dinheiro. Aquele buraco financeiro não tem fundo e o País está cada vez mais endividado. Mas o governo ainda diz que quer aproximar o público do privado para haver mais igualdade, como se os trabalhadores do Estado fossem uns privilegiados.Mas então porque não se aproxima os que estão em piores condições dos que estão melhores? Assim já se fazia alguma coisa válida! E já agora, porque é que os ministros, subscretários, conselheiros e demais acessores não se aproximam dos que ganham menos, para haver igualdade?Ou então, passamos todos a ganhar como S. Exªs que era bem bom e haveria uma boa igualdade! Mas como eu sei que isso não vai acontecer, o Povo tem de se unir e puxar os "coelhinhos" da coelheira para fora e colocar no Poder gente de queixo duro, gente capaz de enfrentar a troika e a senhora Merkel e deixar de pagar juros exorbitantes que só aumentam a nossa dívida e destroem o nosso País e as nosas vidas.