João Freitas Hoje, qualquer cidadão tem a percepção de que o modelo de desenvolvimento seguido no nosso país foi feito com excesso de endividamento externo, sem que existissem as estruturas adequadas na economia para que fosse compatível a criação de riqueza necessária para o pagamento do capital e juros, em tempo útil, e sem que tivéssemos de chegar à falta de liquidez. Atingimos a falta de liquidez e o montante da dívida é sempre em crescendo, mesmo sob austeridade. Teve de ser pedida ajuda externa. Os recentes actos de governação têm sido concentrados nos cortes, na austeridade. A economia deixou de crescer, as falências aumentam, o desemprego dispara, os rendimentos diminuem, os impostos aumentam…. A vida está a atingir o limiar para muitos portugueses, a pobreza a aumentar, crianças com fome, idosos isolados…. Por quanto tempo mais continuará a austeridade, o desemprego, a emigração,…. ? "Estamos pior agora do que em 99. Temos 13% de indústria quando tínhamos 20 e tal, não estamos mais competitivos, temos um endividamento que até convém não pensar nele", esta uma afirmação do Prof. João Ferreira do Amaral (Expresso, 4 Maio). O Documento de Estratégia Orçamental refere que "25 anos e, no mínimo, seis governos. É o tempo que Portugal demorará até conseguir reduzir o seu rácio de dívida pública para um nível inferior a 60% do PIB." (Jornal Negócios, 30 Abril) O Professor considera que "é impossível aguentar este desemprego, esta emigração. Não aguentamos até 2018". Meu País! Ao que chegamos! Que líderes! Que políticas! Que futuro ?!...