Em coerência, o CDS-PP Madeira votará contra o Orçamento de Estado Rectificativo - que surge pela necessidade de compensar as decisões do Tribunal Constitucional - caso o documento a apresentar pelo Governo da República contemple aumento de impostos ou cortes nas pensões e nos salários mais baixos. Entendemos que a austeridade ultrapassou os limites. Entendemos que devem ser implementadas, quer na Região, quer no país, medidas de apoio ao crescimento económico e à criação de emprego. Na nossa opinião, os planos de ajustamento financeiros de Portugal e da Madeira devem ser renegociados. Já provámos, na votação do Orçamento de Estado para 2013, com o nosso voto contra, que não tememos represálias partidárias. Que colocamos os interesses daqueles que nos elegem à frente dos interesses partidários. Como por vezes a memória é curta, recordo que eu, enquanto estive na Assembleia da República, votei contra o aumento generalizado de impostos na Região. O deputado Rui Barreto, que me substituiu, para além de "chumbar" o Orçamento de Estado, votou contra a Lei das Finanças Regionais. Estas tomadas de posição não são mais do que o cumprimento do nosso compromisso para com os cidadãos da Madeira e do Porto Santo. Ao contrário de outros, que quando são poder em Lisboa a nada se opõem, ao contrário do PSD-Madeira, que suporta um Governo Regional que não é mais do que uma filial do Governo da República, o CDS-PP Madeira não hesita quando confrontado com opções difíceis. Opta sempre pela Região. O histórico fala pelo CDS-PP Madeira.

José Manuel Rodrigues - Presidente do CDS-PP/M