G.S.C. No passado Domingo, foi publicado nesta secção, uma infame carta, cheia de falsidades e outras maledicências sobre o Externato S. João. Sou pai de um aluna que estuda nesse estabelecimento de ensino, e deste modo, não ficaria bem com a minha consciência ficar de braços cruzados perante tão falaciosa missiva. O (a) autor(ra) da carta diz que a escola não é segura porque “qualquer pessoa entra e traz a criança, pois não há controle”. Isto é uma perfeita mentira, o mês passado pedi a uma familiar para ir buscar a minha filha à escola, e antes de entregarem a criança, telefonaram-me para eu confirmar e dar a devida autorização. Depois, fora do horário de entrada e de saída, o portão principal está sempre fechado à chave, e só abre depois de tocarmos um enorme sino que lá existe. Também diz que os filhos de “gente conhecida” são privilegiados relativamente aos mais pobres. Ora este estabelecimento está fora do “roteiro social” da tal “gente conhecida”, precisamente porque “não é de bem!” nem está “na moda” essa gente meter os filhos a estudar no “Externato de S. João da Ribeira”, porque segundo as suas cabecinhas, existem na zona desagradáveis bolsas de pobreza. Aliás, a população estudantil desta escola provém essencialmente de famílias honradas da classe trabalhadora e de gente humilde, que fazem o que podem pelos seus filhos e pela sua escola. Este externato, além de ter uma excelente directora, muitos bons professores e funcionários, é também um verdadeiro “farol” de virtudes humanas e de solidariedade social para com os alunos mais pobres e respectivas famílias, pois pedem alimentos àqueles que têm mais alguma coisa, para ajudar precisamente aqueles que vivem verdadeiros dramas humanos. A finalizar, o(a) senhor(a) diz que dentro da sala de aulas há uma verdadeira “ditadura” e que os alunos estão lá dentro como “múmias”. Se existe “ditadura” e “múmias”, isso é cá fora, com o nosso governo e com o nosso “Povo Superior”, porque felizmente, neste externato, existem regras de bom senso, de boa educação e de respeito para com os outros para se cumprirem. Como pai, sou contra a bandalheira que se vive em certas escolas da região, onde os meninos fazem o que lhes apetece e se o professor diz algo contra o menino, os pais caem-lhe em cima de “faca nos dentes” ou correm para os jornais a escrever barbaridades, como se a escola e o professor fossem os piores dos inimigos do seu educando.