Manuel Marinho Eu apreendi, “escrever é como dançar cada um mexe-se ao seu jeito”. Venho-me a sentir incomodado, nada tem sido feito para mudar ou providenciar uma decisão. Eu sou frequentador diário da Biblioteca Pública Regional da Madeira, da sala de leitura geral, nos Álamos. Desde há cerca de 15 dias tenho dado pela falta do jornal Diário Notícias, que eu dava sempre uma vista de olhos pelas notícias, e agora vejo–me privado das mesmas, não sabia o porquê de tal acontecimento, aliás onde temos ao dispor o Jornal da Madeira, e o Tribuna. Agora já sei o que se passa. Parece-me que acabou o contrato. Então veio-me logo à cabeça será que já não há dinheiro para ter o DN de volta à Biblioteca Pública Regional da Madeira. Será da crise económica ou é reflexão do medo e a ansiedade que o DN provoca nas pessoas, particularmente, com as notícias diferenciadas do resto da impressa escrita e de papel. A minha primeira reacção foi: se for preciso contribuir, para ter de volta o DN na biblioteca, estarei ao dispor mesmo sendo desempregado e sem rendimentos. Eu amo a leitura ainda em papel, não acho prático em online, afinal eu cresci no mundo das letras onde fui trabalhador durante muitos anos ou seja tipógrafo. Não achando o argumento de contribuir muito divertido, isto é uma questão de valores culturais, e da responsabilidade pela cultura Madeirense, e estão-me tirando de certa forma de ter o conhecimento paralelo aos outros jornais, onde estes mesmos só vão escrevendo tudo de bom que existe é feito em prol da Madeira, “A região das Maravilhas”. Já o DN vai a temas mais fundos e mais complexos. Foi por isso que escrevo para cartas do leitor. Nem sei se vai dar frutos, e não pretendo dissabores, foi simplesmente pela falta que faz o DN... O meu único interesse é ter condições de ler o DN em papel na Biblioteca Pública da Região da Madeira.