Pedro Marcos Nas cidades vilas e aldeias do interior do nosso país, quando alguém decide fechar um tribunal, um posto dos correios, um centro de saúde, um ramal ferroviário, os seus habitantes manifestam a sua opinião e revolta. Essas manifestações e revoltas muitas vezes são acompanhadas e até encabeçadas pelos autarcas dessas localidades, que independentemente de filiações, preferências partidárias ou do cargo que ocupam, unem esforços na defesa dessas populações, cumprindo assim o seu dever para com as mesmas. Na cidade do Funchal, capital de distrito e de uma região autónoma insular, acabaram com uma linha marítima que por ser uma alternativa mais económica e prática era imprescindível para o seu desenvolvimento económico e social. Alguma vez o presidente da câmara do Funchal se manifestou publicamente relativamente a esta situação? E os outros autarcas do Funchal, vereadores da câmara com pelouros, e presidentes de juntas de freguesia? E os presidentes das câmaras dos outros municípios da Madeira? Onde tem estado toda essa gente e qual a sua opinião relativamente a este assunto? Onde está o poder autárquico desta terra? Porque não seguiram o exemplo do Presidente da Câmara de Portimão? Não têm opinião ou têm medo do chefe? A triste realidade é que não passam de carreiristas políticos seres acéfalos que pensam e vivem pela cabeça do seu chefe. Autarcas de fachada empresários ocultos, vivendo da teia de interesses montada, sempre na expectativa que lhes caiba uma parte maior da teta da cada vez mais depauperada vaca da autonomia, não se importando minimamente sequer em representar o papel que lhes compete. Quando formos votar nas próximas eleições autárquicas, rua com esta gente!