Como se nota que estamos em ano eleitoral. Qualquer pessoa que esteja alheia à política, facilmente se apercebe que este ano é um ano diferente. É ano de eleições autárquicas.
Basta darmos uma volta pela ilha para verificarmos que existe algo de diferente.
Não falo dos cartazes que enchem já as nossas ruas. Falo de um conjunto de pequenas obras que retiram as autarquias da catatonia em que estiveram nestes últimos três anos.
Afinal, parece que despertaram do coma profundo em que se encontravam para pôr mãos à obra, agora, à pressa.
Uma vez mais, porque estamos em ano de eleições, tentam passar uma borracha pela memória dos madeirenses, ou levantar alguma poeira, atirando areia aos olhos dos madeirenses e, com isso, ganhar eleições.
Tem sido esta a receita para ganhar eleições por parte do PSD.
Em ano de eleições, entregam uns “bombons” ao povo, como se de crianças se tratassem e, embalando-os, induzem-nos em erro, para conseguir votos. São esses erros que fazem com que hoje a Madeira e os madeirenses se encontrem neste abismo a que a governação do PSD nos trouxe.
Ao longo da ilha, vemos: i) buracos na estrada, que são ignorados nos anos que antecedem as eleições mas que são, ardilosamente, cobertos em época de eleições ; ii) as veredas, que agora são limpas; iii) as levadas que agora são, à pressa, canalizadas; iv) as obras particulares, que agora avançam – algumas desrespeitando os PDM’s, facto esse a que as Câmaras fecham os olhos porque lhes é conveniente; v) as casas do povo a passear os nossos idosos; vi) e as fundações a comprar votos com cabazes alimentares, entregues àqueles que hoje na Madeira passam fome.
E já em Setembro, se os madeirenses voltarem a deixar-se enganar, os “rebuçados” não serão suficientes para os três anos que estaremos todos a pagar pelos excessos e loucuras cometidas pelos governantes do PSD. Não se deixem enganar.
Orlando Fernandes, Presidente da JS-Madeira