Eu, que sempre gostei de palavras, que me baralho nas contas, que troco as datas, senti, esta semana, que os números podem ter o peso de algo mais concreto e duro do que a sua soma e a sua certeza. Senti que há números que são difíceis de esquecer.
Retenho, por uma questão de proximidade e de coração, os 28 profissionais que deixam o DIÁRIO, nos quais me incluo. Retenho o número de camaradas de redacção, os que foram e os que ficam, e espero que a matemática vença as incertezas e multiplique por muito mais anos este centenário matutino independente, sem o qual a imprensa, a liberdade e a democracia serão rudemente abaladas neste lado do mar. Mas, e porque as notícias exigem uma memória mais profunda do que aquela que vive debaixo da nossa pele, retenho ainda que na Madeira o desemprego atinge uma em cada cinco pessoas e que apenas 100 mil madeirenses têm emprego. Alargando o horizonte, há outros números que me assaltam e, no calafrio, retenho que 4,8 milhões de portugueses dependem da Segurança Social, num momento em que apenas 4,5 milhões contribuem para esse mesmo regime com os descontos do seu trabalho. Podia continuar a soma que nos deixa perdedores, derrotados, tristes. Mas, neste caso, os números têm sempre a mesma solução em sentido negativo. Por isso, prefiro, se calhar, voltar às palavras, mesmo quando estas se mostram insuficientes para contar o que já não nos devolve a esperança. E as palavras levam-me à denúncia dos que continuam a preferir a ilusão de outros números, os resultados de glórias passadas, ou o número de ilusionismo que mais não pretende do que mascarar a realidade. Neste número cai quem quer, quem gosta ou quem prefere ignorar números e palavras, mesmo quando estes gritam alto a nossa matemática de desvantagem.
Retenho, por uma questão de proximidade e de coração, os 28 profissionais que deixam o DIÁRIO, nos quais me incluo. Retenho o número de camaradas de redacção, os que foram e os que ficam, e espero que a matemática vença as incertezas e multiplique por muito mais anos este centenário matutino independente, sem o qual a imprensa, a liberdade e a democracia serão rudemente abaladas neste lado do mar.
Mas, e porque as notícias exigem uma memória mais profunda do que aquela que vive debaixo da nossa pele, retenho ainda que na Madeira o desemprego atinge uma em cada cinco pessoas e que apenas 100 mil madeirenses têm emprego. Alargando o horizonte, há outros números que me assaltam e, no calafrio, retenho que 4,8 milhões de portugueses dependem da Segurança Social, num momento em que apenas 4,5 milhões contribuem para esse mesmo regime com os descontos do seu trabalho. Podia continuar a soma que nos deixa perdedores, derrotados, tristes. Mas, neste caso, os números têm sempre a mesma solução em sentido negativo. Por isso, prefiro, se calhar, voltar às palavras, mesmo quando estas se mostram insuficientes para contar o que já não nos devolve a esperança. E as palavras levam-me à denúncia dos que continuam a preferir a ilusão de outros números, os resultados de glórias passadas, ou o número de ilusionismo que mais não pretende do que mascarar a realidade. Neste número cai quem quer, quem gosta ou quem prefere ignorar números e palavras, mesmo quando estes gritam alto a nossa matemática de desvantagem.
Mas, e porque as notícias exigem uma memória mais profunda do que aquela que vive debaixo da nossa pele, retenho ainda que na Madeira o desemprego atinge uma em cada cinco pessoas e que apenas 100 mil madeirenses têm emprego.
Alargando o horizonte, há outros números que me assaltam e, no calafrio, retenho que 4,8 milhões de portugueses dependem da Segurança Social, num momento em que apenas 4,5 milhões contribuem para esse mesmo regime com os descontos do seu trabalho. Podia continuar a soma que nos deixa perdedores, derrotados, tristes. Mas, neste caso, os números têm sempre a mesma solução em sentido negativo. Por isso, prefiro, se calhar, voltar às palavras, mesmo quando estas se mostram insuficientes para contar o que já não nos devolve a esperança. E as palavras levam-me à denúncia dos que continuam a preferir a ilusão de outros números, os resultados de glórias passadas, ou o número de ilusionismo que mais não pretende do que mascarar a realidade. Neste número cai quem quer, quem gosta ou quem prefere ignorar números e palavras, mesmo quando estes gritam alto a nossa matemática de desvantagem.
Alargando o horizonte, há outros números que me assaltam e, no calafrio, retenho que 4,8 milhões de portugueses dependem da Segurança Social, num momento em que apenas 4,5 milhões contribuem para esse mesmo regime com os descontos do seu trabalho.
Podia continuar a soma que nos deixa perdedores, derrotados, tristes. Mas, neste caso, os números têm sempre a mesma solução em sentido negativo. Por isso, prefiro, se calhar, voltar às palavras, mesmo quando estas se mostram insuficientes para contar o que já não nos devolve a esperança. E as palavras levam-me à denúncia dos que continuam a preferir a ilusão de outros números, os resultados de glórias passadas, ou o número de ilusionismo que mais não pretende do que mascarar a realidade. Neste número cai quem quer, quem gosta ou quem prefere ignorar números e palavras, mesmo quando estes gritam alto a nossa matemática de desvantagem.
Podia continuar a soma que nos deixa perdedores, derrotados, tristes. Mas, neste caso, os números têm sempre a mesma solução em sentido negativo. Por isso, prefiro, se calhar, voltar às palavras, mesmo quando estas se mostram insuficientes para contar o que já não nos devolve a esperança.
E as palavras levam-me à denúncia dos que continuam a preferir a ilusão de outros números, os resultados de glórias passadas, ou o número de ilusionismo que mais não pretende do que mascarar a realidade. Neste número cai quem quer, quem gosta ou quem prefere ignorar números e palavras, mesmo quando estes gritam alto a nossa matemática de desvantagem.
E as palavras levam-me à denúncia dos que continuam a preferir a ilusão de outros números, os resultados de glórias passadas, ou o número de ilusionismo que mais não pretende do que mascarar a realidade. Neste número cai quem quer, quem gosta ou quem prefere ignorar números e palavras, mesmo quando estes gritam alto a nossa matemática de desvantagem.