Há hoje na Madeira, no país, e na Europa, duas lógicas diametralmente opostas na estratégia para a saída da crise. De um lado, a direita do PSD e CDS-PP, que entende que o caminho é o empobrecimento, o desemprego e a emigração; do outro, nós, socialistas, que entendemos que o caminho é o crescimento económico, a aposta no emprego e captação dos jovens quadros, travando assim a emigração.

O Partido Popular Europeu,onde se incluem a Chanceler Merkel, Passos Coelho, Alberto João Jardim, Paulo Portas e José Manuel Rodrigues, pertencem à lógica do empobrecer, desempregar e emigrar. Ultimamente, estes cavalheiros, em especial Alberto João Jardim e José Manuel Rodrigues, fazem de conta que não são do Partido Popular Europeu, exatamente o partido que defende a austeridade e o empobrecimento. Andam corados de vergonha, já nem anunciam, na comunicação social, que vão às reuniões do PPE.

Na Madeira, esta péssima lógica da austeridade e o buraco financeiro já mataram, na economia. 28.000 postos de trabalho colocando a Madeira com uma taxa de desemprego de 20%, com cerca de 55% de jovens desempregados, só que as pessoas não são números. Por de trás de cada desempregado, há dramas chocantes, há casas devolvidas ao banco, há situações de fome, há filhos em dificuldades, há suicídios etc., mas quem acumula reforma e ordenado, quem tem a família e os amigos todos bem colocados, quem vive desafogado, não sabe as dificuldades que os madeirenses atravessam. É, pois, ridículo, absurdo e injusto, que quem é o responsável pela crise esteja bem de vida. Quem não tem culpa, é quem paga os erros de quem destruiu económica e socialmente a Madeira. Os inocentes estão a pagar bem caro com o empobrecimento, o desemprego e a emigração, os erros do PSD. Por isso, quando um órgão de comunicação social tem que despedir trabalhadores porque há um governo que tem um Jornal da Madeira que é oferecido nas ruas e não se submete às leis do mercado, eu afirmo não haver Estado de Direito na Madeira. Mas sejamos claros: não há hoje ingenuidade política na Madeira.Quem vota no PSD, vota para que este Governo continue a destruir o nosso futuro e o futuro dos nossos filhos. Quem assim vota não é vítima, mesmo que vá parar ao desemprego, quem assim vota é cúmplice.

Victor Freitas, Presidente do PS-Madeira

Victor Freitas