Passeava pelas ruas do Funchal quando observei vários standes ao longo do meu percurso. Nessa altura lembrei-me que entre 25 de abril e 5 de maio estava a decorrer Festa da Cultura do Funchal, do qual fazia parte a 39.ª Feira do Livro. Nesses onze dias estiveram à venda livros, houve animação infanto-juvenil, apresentações de livros e as respetivas sessões de autógrafos, entre outras atividades culturais e artísticas. Com o objetivo de promover diversas atividades culturais, esta festa recriou através de um cortejo diversos períodos históricos da ilha da Madeira. Com a participação de vários voluntários vestidos com trajes de época, o cortejo fez a nossa história sair às ruas do Funchal, revivendo o nosso passado e as nossas tradições, como se fizéssemos parte de um filme antigo. Foi um incentivo à vinda dos turistas, mas igualmente uma forma de dar a conhecer a nossa Cultura a quem desconhece. Durante a minha caminhada por esse mundo dos livros, fui de stande a stande, procurando um livro que me desse prazer ao lê-lo, mas notei, com pena, que haviam sobretudo livros infanto-juvenis e de auto-ajuda. É fulcral haver uma vasta variedade de literatura para crianças e jovens pois, cada vez mais, devemos incentivá-los a ler. Mas, não nos podemos esquecer que há outros tipos de literatura (como a Lusófona, a Clássica e de Viagem), ou até mesmo obras de crítica literária, e que estes interessam ao público. Esperemos que para o ano o leque seja mais amplo.

Filipa Silva, Colaboradora da Associação Académica da Universidade da Madeira