
É verdade, a Constituição da República Portuguesa tem normas complicadas que dificultam a governação, impedem medidas de ‘reforma política’ – mesmo que ninguém perceba o que isso é – e tornou-se a verdadeira força de bloqueio. E a razão é simples: é uma Constituição democrática que coloca os direitos e garantias do cidadão à frente dos atropelos promovidos pelo primeiro maluco que chega ao poder. Sim, a Constituição é complicada porque tem um princípio curioso: o da igualdade entre todos os cidadãos. Vá lá saber-se quem inventou isso!? Quem terá sido o ‘comuna’ que decidiu que todos devem ser tratados da mesma forma!? Rever a Constituição era o brinquedo regional que servia para entreter e encher páginas de discursos sem sentido. Agora, tornou-se a nova arma para tentar salvar a inqualificável agenda neo-liberal deste Governo da República. Um Governo que continua a ter como principal inimigo o Povo português. Mesmo depois de dois anos de total fracasso, continua na sua missão de punir os portugueses. Ao ponto de ter tornado impossível explicar ao País que é preciso aplicar alguma austeridade. O tempo das explicações passou e foi gasto com ameaças aos cidadãos e total servilismo em relação aos estrangeiros. Depois de tanto aperto e de falhar a maioria das metas, ditadas em voz lenta pelo super-hiper-ultra-máxi especialista que se tornou ministro das Finanças, o primeiro-ministro ainda tem lata para continuar em funções e, pior, ameaçar cortar, ainda mais, no Estado social. A situação atingiu o nível da demência. Muito parecida à que, há muitos anos, vivemos nesta Região.