1. Jardim tem razões de sobra para estar chateado com o governo da República. Ninguém lhe liga nenhuma. Na última tentativa de influenciar não disfarçou o incómodo de ver o DIÁRIO e o Correio da Venezuela na organização de um evento que leva por estes dias a Caracas o ainda secretário de Estado da Economia, o AICEP, o presidente da Câmara do Funchal e 20 empresas à espera de oportunidades que a Madeira já não gera. Tudo fez para boicotar o evento, como se vê, uma vez mais sem sucesso. Para além de não saber o que são ‘Parcerias para o futuro’, Jardim nunca mexeu uma palha pela diplomacia económica sempre que se foi “despedir” das comunidades. De que estará à espera o excursionista que continua a espatifar milhões sem retorno e que muito jeito dariam para captação de investimento estrangeiro? Que o convidem de novo? Que lhe marquem audiência com Chávez já defunto? Que ‘Singapura’ venha até nós? Mexa-se que ainda pode.

2. A mediática e suspensa Marina do Lugar de Baixo já engoliu tantos milhões de euros que merecia um final mais digno. Ou uma emenda pragmática ou então um enterro decente e um ‘mea culpa’ com juros. Agora deixá-la entregue às ondas, como acontece desde que mudou de tutela, por causa do desleixo governativo e amuos domésticos, é crime a merecer castigo, tanto mais que há verbas consignadas na Lei de Meios para garantir a protecção dos paredões. Para quando a remodelação num governo regional que à conta de disputas internas tudo faz para destruir o pouco que lhe resta e deixa de lado o dinheiro que alguém empresta? Este executivo tem presidente ou cada um manda na sua quinta?

3. Mais um cêntimo é “um preço bom”. Quem rejubila é Manuel António Correia. Leu bem. Os agricultores recebem 0.27 euros por cada quilo de cana produzido e o secretário regozija-se. A ida aos Canhas no ‘velhinho’ Mercedes da Presidência explica parte do delírio, mas não deixa de ser ofensivo para quem trabalha que se faça de um mísero aumento motivo para um arraial. Quantas ponchas compra com um cêntimo?

4. Mais independentes, mais movimentos de cidadãos, mais indignados. Quem não se revê na partidocracia vigente tem vindo a dar sinais de protesto efectivo e assumido posturas nunca vistas que deixam antever maior escrutínio na gestão da coisa pública e lutas renhidas no próximo sufrágio. Os políticos no activo já reflectiram no fenómeno ou estão à espera que um qualquer artista plástico lhes faça o desenho?

5. Ainda o PENT. A secretária que tutela o Turismo na Região assumiu ter sido difícil ter acesso ao documento. Ou é infoexcluída ou ninguém lhe disse que o Plano esteve em consulta pública durante quase um mês no site do Turismo de Portugal. Aliás, o DIÁRIO alertou para o facto em Janeiro, como aqui se prova. Será que Conceição Estudante também não lê jornais?

"A dúvida é o princípio da sabedoria". (Aristóteles)