Nuno Ribeiro "Não discutimos Deus e a virtude; não discutimos a Pátria e a sua História; não discutimos a autoridade e o seu prestígio; não discutimos a família e a sua moral; não discutimos a glória do trabalho e o seu dever", António de Oliveira Salazar. País de ignorantes e pequenos ou de pequenos ignorantes. País de humildes católicos com anéis de ou(i)ro. Fartei de estar farto. É de uma crueldade me dizerem que o Funchal é uma ilha, ou quanto pago de roaming para a Madeira. Somos estúpidos, somos um povo de selvagens masoquista. Povo este, que se ri com as piadas de um programa que mostra erros de gramática. "ahahaha acontese! "que tem?" "ahah acontese! é com Z!" É crueldade pagar o que não foi feito por quem não pagou o que fez. Foram tantas as crueldades que ficaram por dizer e muitas que ficarão por dizer. Povo de fracos e pequenos, foi assim que Salazar nos quis, e será assim que seremos. Não nos conhecemos, não sabemos o que queremos, não sabemos o que somos. Conhecemos o pouco e mesmo assim esse pouco violamos com a nossa estupidez e ignorância. Rimos onde a piada acaba, e acabamos por começar nas coisas que já têm fim. Somos levados ao colo, até no prémio Nobel, ou não ganhasse o Saramago o mesmo sem utilizar as regras da pontuação. Somos educados a sermos ignorantes e a estragar aquilo que de bom temos. O mesmo erro de gramática acima descrito, será a piada de muitos e a graça de outros. A mim, nem graça nem piada, apenas revolta. Não, não é revolta para arrancar calçada portuguesa em Lisboa. É a Revolta de saber pensar mas não ser educado para falar. É falar sem ser instruído para pensar. Cobardes, falsos, hipocrisias. Desde os que Beijam Pés em Roma, até aqueles pequenos carrascos que falam como se da boca saísse moscas à procura de casa. P.S: Na Fajã da Ovelha ao que parece o PSD já tem canditado. Se este senhor ganhar, permite-me a mim usufruir da mesma graça acima ou piada acima descrita.