1. Emprego, emprego e mais emprego. Brazão de Castro, Jardim e mais uns tsd’s têm a lata de prometer o que não cumpriram, quando tudo tiveram nas mãos e nos cofres para evitar o agudizar de tamanho drama social. Em ano de eleições, e enquanto a taxa de desemprego sobe, os políticos descem de nível. Equilibrismo ou uma tentativa desesperada de lavar as mãos?
2. “O resultado foi limpinho”. A garantia foi dada por Manuel Machado após derrota do Nacional em Alvalade. O que não falta na Fernão Ornelas são lojas de óculos. Mas podemos estar perante uma eloquente ironia do treinador dos insulares. Todo o mundo viu que no segundo golo do Sporting, Rojo parte de posição ilegal! Todo não. Porque não dá jeito ou é mesmo falta de visão? Para o caso, tanto faz, pois até agora o erro do árbitro pouco importa para treinador, jogadores e dirigentes alvinegros. E bem. No futebol ganha quem marca mais do que o adversário.
3. Passos & Gaspar existem para aplicar sem dó a austeridade sem efeito. António José Seguro que anseia por poder absoluto também já promete sacrifícios. A linha que os separa, para além de ténue, é confrangedora. Uma alternativa que se preze não deve ter algo de substancialmente diferente de um governo a carecer de emenda e de limpeza?
4. O Presidente da República exortou ontem os partidos a estudar cuidadosamente a fase 'pós-troika' para evitar sacrifícios desnecessários aos portugueses e para que depois não lhe digam que não os avisou em devido tempo. E que devem os políticos estudar? Filosofia em Paris, Matemática em Berlim, mandarim em Pequim, Português no Rio de Janeiro ou fiscalidade nas ilhas Caimão?
5. José Sócrates diz que o discurso do Presidente da República no 25 de Abril foi um “desastre”. Marcelo Rebelo de Sousa sublinha que Cavaco Silva fez uma intervenção desequilibrada. Os ilustres comentadores padecem de amnésia? Quem lhes faz perguntas não tem a lista de desastres com a sua assinatura? Estarão ambos a tentar por todos os meios ser repescados para o barracão do ‘Big Brother Vip’?
"A dúvida é o princípio da sabedoria". (Aristóteles)