É-me fácil ver mal em tudo, mas senti orgulho na gestão nacional aquando da notícia dada no início do mês da anulação de graus de licenciatura desonestos. Analisada de forma crua, trata-se de uma questão de honestidade para com todos os portugueses que fazem um esforço para poderem estudar, além de competência profissional. Qualquer estudante universitário já passou por situações em que gostaria de ver a sua vida facilitada pelos professores. Qualquer trabalhador-estudante, ou com dependentes a seu cargo, terá tido o dobro dessas situações. Toda essa gente viu-se ultrajada ao saber que, em certas condições, há diplomas atribuídos com esforço académico praticamente nulo. Esse esforço é importante? Claro que sim. Através dele aprendemos a base da profissão ou do futuro que escolhemos. Imaginem-me a trabalhar sem formação habilitadora. Faria tudo baseado na minha percepção. Nunca saberia se estava a fazer bem, a menos que a coisa desse para o torto e, nessa situação, perderia imenso tempo a resolver o problema. Como supero isso? ESTUDANDO - ganhando conhecimento e saber como aplicá-lo. Tem de haver limites às equivalências dadas no ensino à prática laboral, como é óbvio. Ambos são importantes e não se podem substituir mutuamente, mas complementar-se. Não nos esqueçamos de que o chico-espertismo de alguns contribuiu para chegarmos onde chegámos. (Esta, interpretem como quiser).
Carlos Diogo Pereira, Colaborador AAUMa