Jardim garante liderar um governo, coisa que só ele dá por isso, que ajuda quem precisa. Pasme-se: "Há empresas que na Madeira estão abertas porque o Governo deitou a mão", disse na passada semana entre frutas, à sua imagem, cristalizadas! Mas que empresas? As protegidas, as subsidiadas e as que não honraram avales? As que sempre beneficiaram de concursos à medida, as que foram constituídas por decreto, as que traficaram influências, as peritas em engenharias financeiras, as que se especializaram em trabalhos a mais, as que contribuíram para o património da rica fundação, as que absorveram como esponjas fundos comunitários e as que alimentam caprichos e ódios presidenciais? Ou as que geraram emprego, as que investiram sem apoios, as que se internacionalizaram, as que resistem ao cerco, apesar de espoliadas por gente sem escrúpulos e perseguidas também por decreto, e ainda tentam sobreviver à concorrência desleal? E que mão? A que embala o berço de ouro? A que dá tudo aos mesmos? A que tira e empurra para a insolvência? A que oprime quem não é manipulável e não alimenta expedientes em investigação? A que nada resolve, tudo adia e humilha quem trabalha? Tem sido frequente ouvir Jardim dizer sem vergonha que não teria mãos a medir para defender os madeirenses. Uns mais do que outros, é certo e comprovado, os do regime, primeiro, sobretudo os que são cegamente fiéis à liderança questionada. O governo "deitou a mão", mas ao bolso alheio, às facturas que escondeu, à excelência que asfixiou e aos terrenos que expropriou para obras de utilidade duvidosa. Um governo que se deita enquanto o povo luta por erguer-se é de deitar as mãos à cabeça. E exortar: Senhor governo, parafraseando um evento recente onde não foi, "reinvente a sua carreira" e decida-se. Emigre, demita-se ou então cumpra dignamente com o juramento solene feito pela última vez em 2011, se é que tem memória, pois a competência já era e a criatividade nunca foi o seu forte. Valter Correia, Presidente do Porto Moniz Assumiu ao DIÁRIO que em 2009 prometeu o que não era alcançável. A confissão fica-lhe bem, mas deverá ter custos irreparáveis. Filipe Sousa, vereador em Santa Cruz Em ano de eleições marcou pontos ao persistir na denúncia de ilegalidade em torno do IMI. A decisão judicial dá-lhe alento. E liberta o povo. Paulo Cafôfo, Candidato à CMF Mudar a cidade implica postura inclusiva. Não será "o tempo de não deixarmos ninguém para trás" uma crítica interna aos coligados? Ireneu Barreto, Representante da República Eloquente entrevista. Afinal, na Região dos atropelos e caprichos está tudo conforme a lei e maus costumes. E assim se mata a democracia. Maurílio Caires, empresário Diz amar o concelho de Santa Cruz pelo qual está pronto a ser candidato. Eis a viragem de quem chegou a promover o Caniço a concelho!