Escolheu Fancisco, também sou. Gosta de futebol, eu também. Tolerante com erros dos agentes desportivos, eu apoio. Fã incondicional do San Lorenzo, não me deixam dizer o meu. Foi sacerdote, eu tentei ser.Hoje é Papa....Francisco. Sensibilizou-me pela sua assumpção de Homem falível contra os dogmas da Igreja. Como adepto não terá sido tão radical como eu.Já chorei nos estádios. Já chamei "nomes bonitos"aos árbitros quando as decisões não agradavam. Se estavam certas? Não interessava. O Francisco nos jogos do San Lorenzo também se terá emocionado. Nomes "feios" aos árbitros, não. Já testemunhei nos estádios padres de cascol ao pescoço com verborreia tal para o árbitro, que fazia corar qualquer desbocado insensível. O Francisco não. O Homem chegou a Papa.Nova postura eclesial se adivinha.É visivel nova linguagem dos membros do clero.Contra luxos..marchar, marchar. Eu acredito nele, porque ele se faz como um de nós. Humilde. Que lição!.. Elegestes-me Papa? Que Deus vos perdoe...disse aos cardeais eleitores. Ganhou um fã. Mas a maior lição de humanismo,tolerância, respeito que me emocionou e mexeu comigo fortemente foi a recordação do que seu pai lhe dissera quando foi nomeado cardeal de Buenos Aires na Argentina. " Meu filho quando uma pessoa está a subir deve ir cumprimentando toda a gente, porque são os mesmos que há-de encontrar quando começar a descer ". Andamos preocupados com o nosso umbigo. Não temos culpa.Empurraram-nos para isso. É a luta pela sobrevivência, até de valores.Atropelamos tudo e todos. Preocupamo-nos mais com o que os outros pensam de nós - a reputação, do que o que nós realmente somos - o carácter. Chamamos a isso "inversão de valores". Acredito neste Papa. Não precisou de humilhar ninguem para ser forte. Assim como,no dia da eleição, pediu para rezarem por ele também quero pedir-lhe que nas "conversas" com o seu "CHEFE" interceda por todos os agentes do Futebol. Então hoje (ontem), dia de derbi no Funchal e em Lisboa, bem precisamos.

Francisco Costa - Técnico de arbitragem