1. Bruno Pereira terá convidado Pedro Calado para a equipa que vai disputar, em nome do PSD-M, as próximas autárquicas no Funchal. O ainda vereador recusou, poupando o candidato a reprimenda presidencial, risco que ainda corre por ter escolhido Vanda Correia de Jesus. O ex-vice de Albuquerque quer mostrar quem manda ou faltou à Comissão Política em que Jardim deixou claro que 'miguelistas' nas listas, sejam eles maçónicos ou macarrónicos, nem por cima do seu cadáver?
2. Paulo Cafôfo é trunfo da coligação de seis partidos que quer mudar a cidade. Um cabeça-de-lista que, “por estratégia” só liberta as primeiras declarações a 25 de Abril. Até lá, silêncio, que se arrisca a ser comprometedor. O PTP de José Manuel Coelho já deixou claro que as especificidades da democracia insular obrigaram a uma escolha de recurso: "Outras pessoas têm medo. O Paulo Cafôfo aceitou e pronto". Quem terá sido então a primeira opção? E faltou-lhe coragem ou projecto?
3. O Nacional que joga à bola - que não é o mesmo de alguns dirigentes que o usam em proveito próprio - venceu com toda a justiça o rival. Os dois treinadores convergem na apreciação que o dérbi insular engrandeceu o futebol. Se assim é porque é que alguns arrogantes tentam a vitimização a qualquer preço?
4. A organização do 'Madeira Film Festival' garante que a iniciativa superou todas as expectativas. Falta saber em que alíneas. É que no capítulo do direito à informação ficou aquém dos mínimos. Tentar impedir o acesso de uma jornalista do DIÁRIO às conferências “de imprensa” de Nicolau Breyner e Joaquim de Almeida é enredo para um filme de que género?
5. Apesar de polémico, o apoio financeiro do governo regional é essencial para a sobrevivência do 'JM'. A garantia foi dada pelo social-democrata Luís Filipe Malheiro na TSF. Que escreverá o colunista frequente - que teme pelo futuro dos 100 funcionários do jornal se o dinheiro público faltar - se por via desta política de esbanjamento os outros meios de comunicação não resistirem ao crime organizado, à concorrência selvagem e às deslealdades que atentam de forma grave contra o pluralismo e contra a sobrevivência da imprensa livre na Madeira?