Os governos, no País e na Madeira, continuam a assobiar para o lado, ante os trágicos resultados das suas políticas: a tragédia social do desemprego, da pobreza, da delinquência e da exclusão; a destruição das nossas empresas e dos setores da economia e, até, o clamoroso falhanço nas finanças públicas. A Dra. Manuel Ferreira Leite, por exemplo, diz que os sacrifícios (a Austeridade) já esbulharam, usando as palavras do Dr. Bagão Félix, do bolso dos cidadãos e das empresas mais de €24.000 milhões, para resultados nas finanças de €7.000 milhões e, adiantou, que se não tivéssemos esta austeridade, a economia e os portugueses estariam melhor. Ou seja, andam a sacrificar a nossas empresas e as nossas vidas para nada! Ou melhor, para benefício dos especuladores financeiros e dos gananciosos. Na Madeira, os problemas são a dobrar, a austeridade e os sacrifícios são a dobrar, por força do duplo resgate que nos está a ser imposto pela maioria de direita. E, perante os preocupantes níveis do desemprego, da emigração, das falências, da pobreza e da exclusão, que são piores do que no Continente e nos Açores, o PSD-M e CDS-M, num frenesim eleitoralista, resolvem eleger a revisão constitucional como o assunto mais relevante para as suas agendas mediáticas. Um delírio total! O que nós queremos e precisamos não são destas manobras de diversão políticas e egoísmos partidários, de dirigentes insensíveis, incompetentes e, até, irresponsáveis. O que nós precisamos é de rever urgentemente o Programa de Ajustamento Económico e Financeiro, dizer não à estúpida austeridade e sim a políticas que conciliem, de forma realista e honesta, as contas públicas com o crescimento da economia e do emprego e, à luz dos Direito Humanos e da Constituição, com a exigível proteção social, na saúde, na educação e na segurança social. O que nós precisamos é de travar as incongruências da Lei das Finanças Regionais do PSD e do CDS, que nos vai impor uma tripla austeridade.
Jacinto Serrão - Deputado do PS na AR