Acada semana que passa resulta a sensação de já termos passado por algo semelhante. Resulta sobretudo a sensação de estarmos a voltar a tempos que julgáramos que apenas fariam parte da história, que nunca mais voltaríamos a experimentá-los. Quem não se lembra de ouvir, vezes sem conta, por altura dos excessos de optimismos e dos fartos recursos, que felizmente os madeirenses nunca mais precisariam de emigrar, como foram obrigadas tantas famílias, há quatro ou cinco décadas? Quantas vezes o presidente do Governo Regional utilizou essa referência para autoproclamar os méritos das suas estratégias, do desenvolvimento desenfreado, da inesgotável capacidade de sugar apoios externos? Pois bem, parece que demos a volta. Uma volta completa. Com essa agravante de, à partida e agora à chegada, confrontarmo-nos com o mesmo líder e as mesmíssimas arrogâncias. Sem as soluções de outrora, sem sinais de determinação para ultrapassar as dificuldades, sem mais ninguém para atirar as culpas. O grave problema com que se confronta a Região Autónoma está alicerçado na conjuntura internacional por padecer dos mesmo males que, por efeito dominó, acabou por derrubar tanto discurso perfeito. O mar de rosas não existe. O líder-fenómeno também já se esfumou. Os avisos e os sinais não foram considerados. O primeiro a subestimá-los foi também o primeiro perdedor. Soubesse o líder interpretá-los e, obviamente, teria passado a pasta há muito, porque essa é inegavelmente uma das suas características. Não soube, não quis e não teve coragem para desapegar-se dos vícios do poder. Não nos serve de consolação, mas por um lado até é conveniente que continue munido dos plenos e cegos poderes que o colaram ao poder. Por outro, é grave e complicativo, porque nem vale a pena esperarmos por rasgos de governação que já se esgotaram, e também porque, na perspectiva exterior, haverá sempre uma legítima explicação para não nos ajudarem. Demos a volta completa. Só podemos queixar-nos de nós próprios. Rui Marques, Presidente C. M. da Ponta do Sol Na entrevista ao DIÁRIO revelou dominar os assuntos que interessam ao seu município. Como actor da política madeirense, não hesita em fazer as suas leituras e a emitir opinião, sem rodeios nem subterfúgios. Nem todos são assim! Jaime Filipe Ramos, Deputado do PSD-Madeira Chamou a si a responsabilidade de clarificar perante o País, no caso através das estruturas nacionais do PSD, que a Madeira não se resume a Jardim nem ao partido que ele lidera como quer. Tardamos, mas chegamos lá. Conceição Estudante, Tutela dos Portos do Funchal A secretária do Turismo não terá culpa da perda de 60 mil turistas, no porto do Funchal, em comparação com os primeiros 3 meses de 2012. Da mesma forma que não se lhe atribui méritos nas subidas. Será bom não contar para nada? Alberto João Jardim, Líder do PSD-Madeira O presidente sentiu necessidade de explicar, mais uma vez, porque é que aceita acumular uma reforma de 500 contos com o salário. Na mesma altura veio a público com propostas arrojadas, mas sempre para afectar terceiros. Miguel Ferreira, Presidente do SESARAM O responsável máximo pelos serviços de Saúde na Madeira continua uma cruzada com alguns méritos, mas com crescentes - serão mesmo incontroláveis - reflexos preocupantes na perspectiva do utente.