Temos vindo a assistir a alguns programas culturais, durante este mês. Aproveito este espaço para falar aos leitores de algumas das iniciativas que muitos andam a perder. Tivemos o Festival Literário da Madeira, na sua terceira edição, que contou com inúmeros escritores e jornalistas ilustres. Nele realizaram-se debates de vários temas, de entre os quais - e quero partilhar com os leitores - achei serem os mais interessantes 'A arte de lidar com as mulheres' e a conversa à mesa com o jornalista e escritor José Rodrigues dos Santos e o sociólogo Zygmunt Bauman. A assistência foi sobretudo composta por académicos (professores e alunos) e pessoas ligadas ao jornalismo e à cultura, algo que me deixou espantada. Esperava sinceramente ver ainda mais pessoas e de uma maior diversidade de aéreas. Iniciativa da DRAC - que considero ser cultura geral para todos e não de interesse exclusivo daqueles que estão ligados à cultura - surgiu o programa 'Olhar a cidade'. Este é, sem dúvida, uma maneira dos funchalenses, e não só, aprenderem mais sobre história da nossa cidade com os seus mais de 500 anos. Espero que esta iniciativa, enriquecedora para todo o cidadão, venha a ter imensa adesão. Para quem admira a fotografia, no Colégio dos Jesuítas, está a decorrer a exposição 'Quotidiano como património de uma cidade: Funchal 1900-1950'. Lá apresenta-se-nos uma coleção de retratos do dia a dia do Funchal na primeira metade do século XX, pertencentes ao espólio do Photographia-Museu Vicentes. Como dizia Aristóteles: "A cultura é o melhor conforto para a velhice."
Ana Cristina Teixeira, Colaboradora da AAUMa