Os cortes à despesa pública parecem estar aí a chegar e afectarão, directamente e com violência, o desenvolvimento produtivo e económico de Portugal. O estudante vê o seu estatuto na comunidade ser cada vez mais prejudicado. Os apoios são escassos e os esforços são enormes. A não existência de mecanismos de apoio adequados ao estudante fará com que as carências económicas sejam um factor de exclusão. Faltam apoios tão básicos como a garantia de que o estudante consegue ter transporte até às suas aulas e de que não tenha que passar fome para pagar as suas propinas. O estudante deve ser a prioridade máxima pois é neste que está a motivação e a evolução para o crescimento do conhecimento e da produtividade na Madeira e em Portugal. Não será o Google ou a Wikipédia que nos darão as valências para a nossa vida profissional. Parece que, para muitos, não é possível entender que a qualidade de ensino, com cursos de qualidade, acreditados e leccionados por um corpo docente qualificado, responsável e capaz de motivar e de desafiar os seus estudantes a serem cada vez melhores, deverá ser tratado como um objectivo fulcral. Ser capaz de atrair, convencer e impressionar o estudante madeirense, o estudante português, o estudante brasileiro, o estudante francês… estudantes de todo mundo que procuram a melhor preparação possível para entrar no mundo do trabalho. Estes, para mim, não devem ser tratados apenas como objectivos das Universidades, mas também como um objectivo de todos nós.

João Francisco Baptista, Colaborador da AAUMa