Miguel Campos (SRS - CMSC) Li nas cartas do leitor um texto que vertia sobre a não recolha de resíduos sólidos num prédio urbano implantado em Santa Cruz e, apesar de não ser meu apanágio retorquir por este meio, em meu nome, dos meus colegas de serviço e do serviço que represento gostaria de repor alguns fatos. Não redigi esta resposta antes porque tive de me certificar da exatidão do que escrevo e, tal só foi possível ontem ao segundo turno de remoção de RSU. O prédio em questão possui duas casas de lixo, uma destinada ao supermercado Sá e lojistas e a segunda para os moradores. Na primeira casa do lixo, a remoção é efetuada por empresa contratada para o efeito pelos exploradores do espaço comercial ao abrigo da legislação que tal permite aos grandes produtores de RSU, sendo que a autarquia está impedida de proceder à remoção de lixo e, nem possui chave de acesso ao local. No segundo caso, a casa do lixo tem outra localização e está dotada com dois contentores de 800L. A remoção tem sido sempre efetuada e inclusivamente com as dificuldades que atravessa a SRS no momento, quando estacionam em frente á casa de lixo impedindo a remoção, durante o circuito e com prejuízo para o restante serviço, é efetuada segunda passagem. Constatou-se que a casa de lixo na ultima remoção tinha unicamente um contentor cheio sendo que o segundo estava vazio. Foi efetuada a limpeza da casa do lixo do setor comercial, para a qual foi necessária a intervenção de um segurança que oportunamente abriu a porta e, que se encontrava num estado indiscritível, sendo que eventualmente poderá ser originado um processo de contraordenação contra quem lesou a saúde pública desta maneira. Li alguns comentários alarves sobre este fato, mas atribuo-os a desconhecimento unicamente. Muitas pessoas desconhecem que os grandes produtores podem contratar empresas para remoção de RSU e quando há falhas, vêm logo despudoradamente debitar o que se lhes aprouver sobre os funcionários da autarquia. É baixo e errado. O fato da autarquia se debater com falta de viaturas nada tem a ver com esta matéria, porque pura e simplesmente não é da sua competência devido a contrato. Atribuo a reclamação, ou desabafo da munícipe ao desconhecimento desta realidade e, suponho que esta informação seja suficientemente elucidativa, contudo estarei sempre disponível para tudo o que me for solicitado e contactável através do número 917 999 49, lamento sim que desse azo a tamanha achincalhamento dos funcionários da SRS e, sem pejo algum de razão. Gostaria ainda de referir que a SRS vem a desenvolver um esforço enorme para suprir as necessidades dos munícipes, debatendo-se com falta de meios quer mecânicos quer humanos, contudo não vejo em qualquer dos meus colegas de serviço, mais do que o esforço continuado para cumprir com a tarefa difícil que lhes é imposta em base diária e em qualquer regime climatérico. Posso ainda afirmar que tenho particular orgulho em servir meu município com estes funcionários e sei que estas situações em breve serão algo do passado.