Beatriz Moniz Tenho 13 anos e estudo na escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco. Aquela escola está uma lástima! Não há papel higiénico, nem mesmo daquele para a impressora. Para termos material para fazer exercícios, como fichas de trabalho temos de pagar, e caso não o façamos, temos falta. As funcionárias reclamam por terem de limpar um simples chão. São lhes dadas fardas (pagas pela escola suponho) e não as usam. "Prefiro calças de ganga" dizem elas. A funcionária mais velha da reprografia não se despacha e à minha irmã já mandou esperar só para repor o batom. A funcionária da papelaria parece que está a dormir, até dizem que tem um sofá atrás das prateleiras, onde ela fica lá por longos períodos de tempo. Não podemos ir para a sala antes do toque, mesmo que tenhamos de preparar uma apresentação e já temos medo de pôr os nossos trabalhos expostos nos corredores, por corrermos grandes riscos de sermos roubados. O que é isto? Esta sociedade? Sei que os tempos estão difíceis, mas há necessidade de estragar os trabalhos dos outros? Por puro prazer? A maior parte dos "vândalos" que o fazem vivem em bairros sociais, sei que têm direito a estudar, mas também sei que não aproveitam os esforços que a escola faz por eles. Para não falar que retiraram as máquinas onde os alunos podiam comprar bolachas, sumos, leite, agora voltámos outra vez aos croissants típicos do bar dos alunos e às águas... E mesmo assim quase morremos de tanto esperar, porque as funcionárias são muito trabalhadoras... mas é no paleio!