1. O novo ministro Marques Guedes fará a ponte com as Regiões Autónomas. Uma “nobre” e importante missão que merecia outro acolhimento por parte do executivo insular, de preferência desde a primeira hora. Quem foi o membro do Governo de Jardim indicado para ir à tomada de posse no sábado passado? Terá a presença institucional da Região sido delegada em Paulo Portas?!
2. 86% dos subsídios que o Governo Regional dá religiosamente todos os anos ficaram ‘em casa’ em 2012. Apesar do montante global ter crescido, privilegiou apenas entidades públicas, sobretudo o SESARAM e as Sociedades de Desenvolvimento, que levaram 459 dos 589 milhões de euros totais. Ou seja, os apoios foram mal distribuídos e não entraram na economia real. O executivo madeirense acha que 130 milhões cumprem com a missão para a qual os subsídios foram criados ou percebeu de uma vez por todas que uma sociedade menos dependente de dinheiros públicos é mais democrática?
3. O relatório ao acidente do túnel da Quinta Grande confirma o que já se sabia, que estava às escuras na manhã de 8 de Fevereiro, na altura em que ocorreu um incidente que só não foi trágico por milagre. Dramático é saber-se que a falta de luz e ventilação era previsível, já que a eléctrica madeirense havia avisado para tal ocorrência, através de anúncio publicado no ‘JM’. Será que a Vialitoral não lê o jornal? Não deveria a concessionária da via rápida diligenciar no sentido de alertar os automobilistas para essa situação? Não deveria ter um sistema de energia alternativo?
4. A Madeira vai exportar produtos frescos para Jersey já em Maio. Não, não são contentores de produtos tropicais, hortícolas e frutícolas. São 300 quilos!!!, o que na prática podem ser seis sacas de 50 kg de qualquer coisa. É este o resultado mais mediático da pomposa missão empresarial à Ilha do Canal? Não é difícil prever que idêntica romagem à Venezuela tenha como desfecho o envio de umas dúzias de lapas de escabeche, outras tantas pencas de banana e uns frascos de concentrado de maracujá.
5. O cônsul-geral da Venezuela na Madeira, Félix Méndez Correa, assumia ontem que as eleições presidenciais estavam a correr bem na mesa eleitoral da Madeira, algo que entendia como normal, imagine-se, porque o povo, ao fim de 18 actos eleitorais, "já está maduro". O diplomata descuidou-se na linguagem, assumiu-se como tendencioso ou estava a prever o resultado renhido das eleições?