A.J. Ferreira Há tanto problema e tantas preocupações a envolver a nossa sociedade, os nossos cidadãos, a nossa região, o nosso país e o mundo. Sim,porque ainda vivemos neste mundo, quase virtual onde uns acham-se iluminados e super inteligente fazendo de muitos outros seus escravos, seus servidores,seus lacaios, seus domados e até seus adoradores. Sim,porque muitos até se acham Deuses, dada a sua forma de agir com os outros supostamente seus semelhantes, mas que em nada esses se assemelham aos outros. Vem ao caso uma situação que a maioria das vezes passa despercebida ao comum dos cidadãos, mas que é digna de referência. A caminho do trabalho, na minha rotina diária, dei por mim a apreciar os gestos de um cidadão que para a maioria dos comuns é uma pessoa com alguma incapacidade mental, e portanto tratado como tal, mas, a sua atitude e comportamento com o ambiente nada tem a ver do que como é considerado, viu-o recolhendo os detritos que os cidadãos supostamente civilizados e bons da sua cabeça, atiram abusivamente desrespeitando as verdadeiras normas de civismo. Lá ia ele com um saco de plástico recolhendo latas, papéis e enfim muitos outros detritos. Isso aconteceu nas imediações da zona conhecida por Transval, na Boa Nova. Fiquei perplexo e comecei a pensar que esta sociedade não está realmente bem da cabeça. Mas o caso repetiu-se com outro cidadão dias depois, supostamente com as mesmas perturbações mentais e que, nas paragens de autocarros adjacentes à empresa de electricidade e quando muita gente aguardava pacientemente o transporte para regressar a casa, lá estava outro cidadão a fazer o mesmo serviço, sem aparentemente se preocupar com os vários comentários que vinham das várias pessoas que ali estavam. Com o seu saco, ia pacientemente recolhendo, papéis, plásticos, pastilhas elásticas, pontas de cigarros, enfim tudo o que conspurcava toda aquela área por onde circula diariamente muitos cidadãos supostamente civilizados. Quem serão os verdadeiros «loucos» da nossa cidade? Aprendamos a comportar-nos dignamente com todos os incapacitados que aparentemente parecem querer ensinar-nos como se vive civilizadamente numa cidade que é de todos.