Este é um ano em que temos diversos factores surpresa no futebol português. Temos a grande luta por um lugar europeu, em que podemos considerar estarem seis equipas a disputar os poucos lugares que temos para a Liga Europa, ao contrário do que costuma suceder noutros anos, em que a grande luta dá-se pela fuga aos lugares de despromoção. Temos também a maior competitividade na Liga de Honra, onde se conseguem ver jogos muito mais interessantes. Todos estes aspectos levam à existência de um maior interesse pelo futebol nacional, tanto pela nossa parte, como pela quantidade de países que observam a nossa liga. Não podendo também esquecer o ponto que se considera o mais importante no futebol, a luta para ser campeão. Nela, duas equipas prometem dar luta até ao final do campeonato, ao contrário de outros anos, em que se decidia a algumas jornadas do final do mesmo. Toda esta competitividade pode estar em risco se confirmar-se o alargamento da principal liga, devido a uma despenalização da Federação ao Boavista, o qual poderá finalmente regressar ao palco principal do futebol português. O risco deve-se sobretudo ao facto de que, ao existirem mais equipas, haverá também um aumento do cansaço, de surgirem mais duas equipas consideradas mais fracas (que não estariam ao nível das que já pertencem ao principal escalão), não esquecendo o factor financeiro que iria implicar um maior investimento por parte das equipas para deslocações extra.

Vítor Nóbrega, Colaborador da AAUMa