Filomena Costa Desporto Escolar. Prova de acrobática. Várias escolas. Todas com valor, é certo! Mas... Injustiça! Injustiça! Injustiça! Era este o eco do grito que provinha das entranhas de quem sentiu na pele os (des)valores de (im)parcialidade, (in)justiça, (des)respeito. Como explicar aos miúdos do grupo da Escola B e S de Santa Cruz porque razão ficaram em 3º lugar? Como explicar as falhas técnicas quando o desempenho, no seu todo foi, indescritivelmente, espetacular? Como explicar a vibração do pavilhão pelos aplausos emocionados e os gritos em uníssono que aclamavam Santa Cruz? Como explicar os critérios pelos quais se avalia? Não deveria a avaliação ser transparente? Desculpem-me, responsáveis pelo evento, pela minha ignorância técnica, falo apenas como mãe, mas no público não havia somente mães e sim, também, pessoas que , com olhos de ver, sabem fazer julgamentos, imparciais! É certo que só ao júri cabia atribuir classificações. Mas, na minha perspetiva a avaliação só ganha sentido quando acompanha a autoavaliação.