Amélia Carreira Não quero faltar à apresentação da Biblioteca do Sindicato dos Professores da Madeira, no próximo dia 19, às 17:30. Abrir uma biblioteca é sempre uma festa. E eu gosto de festas dessas. Gosto de livros. Nunca me assustaram, só me ajudaram. Mesmo quando, penosamente, lia os obrigatórios livros escolares não me desanimaram. E aproveitei. E os livros continuam a interessar-me. Não me venham com as modernices de ler livros na net, porque eu gosto é de sentir o livros nas mãos, marcar a leitura com o dedo, apreciar as capas - cada vez mais bonitas e agarradoras- cheirar aquele aroma a papel, visitar livrarias. Desde sempre o livro foi atrativo. Onde encontrar coisa mais encantadora que aquelas iluminuras medievais, aquela escrita gótica lindíssima! Que regalo visitar as bibliotecas da Universidade de Coimbra, do Convento de Mafra, das Casas-Museu dos nossos escritores, as antigas livrarias, os alfarrabistas. A família já sabe que prendas me dar: ou livros ou CD's e mais, tem o bom senso de perguntar o que quero. Não há surpresas, mas alivia. Ter livros até dá tom, como se pode provar pela moda de ter nas estantes umas caixas só com lombadas primorosas. São a fingir, é certo, mas os donos reconhecem no livro qualquer valor. É Chique. Não quero faltar, à apresentação da biblioteca do Sindicato, repito. Não querem vir também? Verão que vai valer a pena. Haverá uma intervenção de Fátima Vieira Abreu, "Entre livros e bibliotecas" à qual se seguirá uma "conversa" sobre "Os livros da minha vida" que contará com as participações especiais de António Jorge Pestana, António Cruz e Graça Alves, para além dos professores que integram o "Circulo de Leitura e Escrita" do Sindicato dos Professores da Madeira.