A eleição do novo Sumo Pontífice da Igreja tem sido sem dúvida uma lufada de ar fresco para todo o Mundo. Francisco é um novo rosto para o Mundo, o novo rosto de uma Igreja em mudança, a caminho, que não é nada mais nada menos que o corpo místico de Jesus Cristo, cuja ressurreição celebrámos na Páscoa. Desde o seu primeiro dia naquela mítica varanda do Vaticano este Papa tem mostrado que é com pequenos gestos que se pode fazer a diferença. A sua simplicidade e humildade são o espelho de um Mundo que necessita regressar às origens, que necessita regressar ao essencial e ao mais simples que é o Ser Humano, a pessoa em si. Porque não aproveitarmos esta onda e começarmos a tocar nas feridas? Estas muitas vezes doem-nos mas é necessário que lhes toquemos. Estes tempos mais atribulados do nosso país, em que uns se demitem, outros só pensam no seu umbigo, outros ainda só sabem queixar-se e em que a luz ao fundo do túnel teima em não aparecer, têm que ser porta para novos ares, para mudanças profundas. Não mudanças políticas ou orçamentais, mas sim mudanças de mentalidade. Temos que ter uma mentalidade aberta ao Mundo, leia-se, às pessoas. De que vale termos tudo (contas todas pagas, dívidas pagas) se o fazemos à custa do sofrimento das pessoas, da sua infelicidade? É necessário que nos voltemos para o Homem, numa cultura de renascimento e de vida. Chega desta cultura do mais cómodo, do deixa andar. Vamos lá povo, com atitude e com alegria, levantemos a cabeça e este País. Haja vontade e alegria!
João Francisco Dionísio, Colaborador da AAUMa