A Comunicação em Saúde consiste no estudo e utilização de estratégias de comunicação para informar e influenciar as decisões dos indivíduos e das comunidades no sentido de promoverem a sua saúde. Deve promover a saúde e educar para a mesma, evitar riscos e ajudar a lidar com ameaças para a saúde, prevenir doenças, sugerir e recomendar mudanças de comportamento, recomendar exames de rastreio, informar sobre a saúde e sobre as doenças, recomendar medidas preventivas, etc. Este tipo de comunicação deverá ser efectuado por organizações de saúde, tendo objectivos claros e como público alvo a população em geral, usando os normais circuitos de informação, de forma clara e profissional. Profissionais de saúde a usar meios de comunicação social para outros fins que não sejam a "Promoção da Saúde", utilizando a sua posição profissional, é eticamente criticável. A promoção pessoal e procura de protagonismo não devem ser mascaradas de "Comunicação em Saúde". A informação e a comunicação em saúde têm uma importância crítica e estratégica porque podem influenciar significativamente a avaliação que os utentes fazem da qualidade dos cuidados de saúde e alterar o modo e o grau de utilização dos serviços de saúde por parte dos utentes. A avaliação que os utentes fazem da qualidade dos cuidados de saúde prestados é muito baseada na avaliação que fizeram das competências comunicacionais dos profissionais que os atenderam e pelo que é transmitido pela comunicação social. Se esta avaliação for induzida em erro, por excessivas competências sociais dos profissionais de saúde ou por um jornalismo pouco informado, os utentes poderão ter uma percepção errada sobre a qualidade dos cuidados prestados, o que poderá ter consequências terríveis para a sua saúde e vida. A informação em saúde tem de ser clara e objectiva, compreensível, recordável, credível, consistente ao longo do tempo, baseada na evidência e nas boas práticas.
Duarte Nuno Dória, Gestor