A negociação para a venda da participação do Governo na ANAM ainda não está concluída e a secretária do Turismo, Cultura e Transportes admitiu ontem que a Região e o Governo da República têm pontos de vista diferentes. Conceição Estudante não comenta os problemas levantados pela empresa que ganhou a privatização da ANA, diz que a Vinci não é interlocutor do Governo Regional.A secretária do Turismo refere que só falará publicamente quando existir um acordo definido. "Estamos neste momento a ultimar esse acordo. Tanto quanto eu sei não há mais problemas hoje do que havia a semana passada". Quando existir esse acordo, então, explica a responsável regional pelos Transportes, se falará de valores, até lá nada dirá sobre quanto é que a Região pediu pela venda da participação na ANAM."Tem havido pontos de vista do Estado e pontos de vista da Região. Estamos neste momento, muito calmanente, a debater esses pontos de vista. Há percursos que têm que ser feitos. Este é processo complexo porque nós começámos a tratar da ligação da ANA à ANAM depois da privatização da ANA feita quando podíamos tê-lo tratado antecipadamente". Conceição Estudante lembra que o atraso não é responsabilidade da Região. A Madeira pediu para tratar do assunto um ano e meio antes da privatização.O pedido, no entanto, não foi ouvido e, neste momento, nem sequer existe acordo para a venda da participação da Região na ANAM, a empresa que gere os aeroportos da Madeira. Esta empresa é da ANA e da Região, mas em Dezembro passado o Estado vendeu (privatizou) empresa gestora dos aeroportos portugueses à Vinci, uma empresa francesa.O negócio foi fechado, mas questão da Madeira não está concluída. O Governo Regional quer vender a participação que detém na ANAM, mas agora o negócio inclui os franceses. O que, segundo a secretária do Turismo, está a complicar o acordo e o negócio que, nesta altura, com a Região comprometida com o Plano de Ajustamento Económico e Financeiro, representará um alívio nas contas públicas regionais.