Joaquim A. Moura Vasco Pulido Valente, que não é perito em coisa de monta, nem mais conhecido que algum juíz da coisa pública, não apreciou, não gostou mesmo nada, da decisão dos Juízes do Tribunal Constitucional, e zurziu neles ao seu estilo. Aquele Colectivo, a quem lhes foi solicitado pronunciarem-se sobre a constitucionalidade de algumas normas do O.E, não fizeram mais, ainda que sem se excederem, e até com atencioso prurido, do que confirmar o chumbo que já altos responsáveis, desde o Presidente da Nação, o tinham declarado em primeira análise, ou desconfiança. Não foram os Juízes consultados, que negaram a "legalidade" de tais normas do O.E, mas quem e quantos na primeira apreciação já tinham feito entendimento da violação da Lei Fundamental.Estes primários "juízes", feitos ratões, endossaram para o Palácio Ratton o odioso da reprovação, lançar e fixar a culpa para o Colectivo do Constitucional. V.P.V. parece também não apreciar a existência de uma Constituição, à semelhança de um qualquer líder de uma qualquer república centro africana. A "filosofia e os conhecimentos de história" que põe em causa existir, na cultura dos Juízes, e de que ele também padece afinal, pretende remeter-nos a todos para o "Estado sou eu", juntando-se assim a Passos Coelho, que não esconde o desejo de se ver livre de tal Constituição, que lhe vem estorvando os planos "no escuro" governamental. Num tom que o define, chega a ultrapassar a irrevêrencia e o insulto ao Tribunal. Aproveitando a sua prosa inserida no Público, dizemos nós, que só um cronista perturbado e a viver no passado, acha que lutar pela igualdade é coisa de loucos, e mandando às urtigas o nobre princípio, que num país de direito a norma, é respeitar e fazer respeitar a Lei Fundamental. Os Juízes do T.C. só porque foram mais permissivos e colaborantes no julgamento das normas do ano anterior, não estavam obrigados a repetir o erro então cometido.