A governação portuguesa não tem Povo nem Pátria. Esses conceitos não cabem no tubo de ensaio, a que se resume a actuação laboratorial e hermética deste executivo. O governo obstinado, tenta sacar o máximo de imposto, de tudo o que ainda mexe. Carrega também uma legião de aposentados que tardam em morrer, e no gueto larvar, apresenta-se outro exército composto de desempregados ingratos, que negam as "oportunidades" com que foram involuntariamente bafejados. E preferem, insolentes, parasitar os parcos recursos, que sobram dos juros usurários da banca e da sua recapitalização. O governo detesta o peso dos velhos e desempregados, reduzindo-os a peças gastas ou excedentes que se deitam fora, já que na contabilidade nacional, são despesa, e uma massa inerte sem préstimo. E na senda desta cartilha, a governação PSD/CDS quer eliminar mais gente e mais funcionários públicos, começando pelos que menos auferem na máquina estatal, numa talhada cega duns quantos milhares. E porque o desplante não tem limite, alega o governo, que é para "qualificar" a administração pública. Como se os assistentes técnicos e operacionais fossem uma praga a eliminar, por não acrescentarem alegadamente valor ou qualidade, talvez, como os doutores da espessura de Relvas! A Madeira tem vinte e cinco mil oportunidades, a que corresponde o universo dos desempregados registados, expressos no top nacional. Com o quíntuplo da dívida açoriana, a autonomia agoniza madeirenses e embaraça açorianos. A realidade do país e da região é a de uma contínua peta de Abril, que dura desde 2011, e quem "grama" a única opinião política dum exótico jornal local pago pelo contribuinte, não pode indignar-se com o regresso do "tomar da palavra" de José Sócrates à RTP. Esse ao menos provocou eleições sem garantias, e perdeu de pé.

Donato Macedo - Lic. Comunicação