O amor, a humildade e a humanidade, sobretudo para com os mais desfavorecidos e a mudança política e social na Venezuela constituem os aspectos mais relevantes da vida de Hugo Chávez Frías ontem sublinhados por venezuelanos residentes na Madeira e lusodescendentes oriundos daquele país, antes e após a eucaristia celebrada na Igreja do Colégio em memória do Presidente da República Bolivariana da Venezuela a pedido do Consulado Geral daquele país no Funchal. “Deixa muito amor e uma revolução que vamos continuar”, apontou Carina Guzman. A morte do líder continua a ser encarada com incredulidade por esta cidadã venezuelana a residir na Região. Ainda a mesma incredulidade que a levou a telefonar para a Venezuela para obter junto da mãe como que um desmentido à notícia que acabara de ouvir através de um canal de televisão daquele país da América do Sul. “Foi um choque”, afirmou a cidadã venezuelana. “Senti como se fosse um meu familiar a quem tivesse acontecido alguma coisa. Chorei. Ainda não acredito que aconteceu”. Alguns anónimos e funcionários do Consulado Geral daquele país no Funchal não evitaram as lágrimas no decurso da cerimónia religiosa presidida pelo padre Marcos Gonçalves, a qual ocorreu três horas e meia antes do início da cerimónia fúnebre na Academia Militar, em Caracas. “Para mim perdeu-se uma grande figura”, indicou Juvenal Freitas, um dos muitos anónimos presentes na Igreja do Colégio. “Como diz o povo venezuelano: Hugo Chávez continua entre nós. Não partiu. É uma figura que faz parte, fará sempre parte do povo venezuelano”. Na homilia, o padre Marcos Gonçalves disse que não só Jesus deixou palavras bonitas de amor e misericórdia. Também muitos homens o fizeram, disse o reitor da Igreja do Colégio, pedindo a Deus que acolha Hugo Chávez na glória e eternidade. Além dos muitos anónimos marcaram também presença na cerimónia o secretário regional do Plano e Finanças Ventura Garcês, o Representante da República para a Região Ireneu Barreto, o director do Centro das Comunidades Madeirenses Gonçalo Nuno Santos e líderes do BE e PCP na Madeira.