Luís Reis A Madeira nas últimas décadas, sem que muitos madeirenses disso se apercebam, tem sido dominada por um ditador, que nos levou à situação caótica em que nos encontramos. Como qualquer ditador que se preze, é astuto e exuberante, conseguindo desta forma enriquecer os seus fiéis seguidores, enquanto o povo que nele confiou empobrece. Será que na sua consciência, se é que a tem, não lhe pesa a precaridade em que deixa o povo que tanto o idolatrava? Era «Deus no Céu e o Alberto João na Madeira». Fui também um dos muitos madeirenses, que acreditou poder ser ele a pessoa certa para nos libertar do domínio selvagem a que fomos submetidos nos tempos da ditadura, imposta por Lisboa. Perdeu toda a credibilidade ao me sentir enganado com essa sua política em função dos interesses dos chulos da nossa sociedade. Duvidosas que começam a ser a suas faculdades mentais, todavia, por orgulho ou vício do poder (apanágio dos ditadores), não prescinde da sua catastrófica e mais do que nunca dúbia governação. Perdido que se sente nos tempos e nas ideias, continua a usar a sua já famosa asquerosidade verbal na desesperada tentativa de colmatar uma política caduca e sem resultados práticos. Motivo para questionar: quem pensa ser você para difamar, chamando de cachorros pessoas que, no seu pleno direito de cidadania, manifestaram o seu descontentamento, quando você, há décadas, e (usando a sua linguagem) anda a ladrar por toda a ilha? Foram esses a quem agora chama de cachorros que ao longo dos anos o aplaudiram. Acontece que, FINALMENTE, estão a abrir os olhos! Pena que não ter sido mais cedo pois, com certeza, não estaríamos a falar de «dívida oculta»… A região precisa mais do que nunca de alguém, com ideias liberais, isento de qualquer tipo de lobbies para, democraticamente e com toda a transparência, incutir-nos a confiança que tanto necessitamos para enfrentar os difíceis tempos que nos obrigam a viver. Continuo a acreditar nesta ilha e nas suas gentes. Somos um povo honesto e empreendedor, digno de respeito, e disso são exemplos os nossos emigrantes espalhados pelo mundo. Sei através da Comunicação Social que, em determinada altura, disse em relação a certa pessoa (Miguel Sousa Tavares), estar-se a defecar. Pois, usando a sua peculiar linguagem, os madeirenses já lhe dizem o mesmo.