Rita Freitas Pela portaria publicada no JORAM n.º 190, II Série, de 06 de Novembro de 2012, começou um procedimento concursal, com vista à entrada nos quadros da DRAF de técnicos com 12º ano e alguns licenciados, entre eles de Direito. No ponto 9 dessa mesma portaria, disponha-se os elementos necessários à identificação dos mesmos. Ora, atendendo à situação económica regional, aos milhares de jovens licenciados desempregados, muitos foram os candidatos a este concurso. Apesar dos artigos da portaria terem sido respeitados, os candidatos a concurso começaram a ser notificados da exclusão por não terem respeitado o ponto 9 - identificação - mesmo àqueles que o respeitaram. Alguns apresentaram recurso. Apenas no fim do mês de Fevereiro - 4 meses após a abertura do concurso - foram notificados, de novo pela exclusão devido à não conformidade com o ponto 9. Pelo menos três candidaturas, fora as que não tenho conhecimento. Para qualquer leitor, fácil se perceberá, que qualquer candidato a um concurso público, obviamente coloca toda a sua identificação. Também facilmente se entenderá que os procedimentos concursais na Região são para "Inglês ver", pois já existem filhos, sobrinhos e cunhados dos altos cargos dos organismos públicos com o tacho prometido. No Índice de Perceção da Corrupção de 2010, Portugal aparece em 32º lugar, um dos países mais corruptos da Europa. Obviamente, se a Madeira fosse indexada, apareceria, com certeza, numa posição entre o Afeganistão e a Somália. Um organismo público das finanças que se quer amplamente imparcial, mostra-se colossalmente corrompível sem seguir as regras vigentes do ordenamento jurídico quanto à contratação pública. Esperemos que para todos, haja luz ao fundo do túnel, e que o Ministério Público, atendendo aos crimes que os membros do Governo da Madeira, crê-se, virão a ser formalmente acusados e notificados, sejam como a lei prevê, suspensos do Governo Regional.