J. Edgar Marques Da Silva Actualmente o PSD nacional está fragmentado, e o de cá também não é excepção, quem tinha dúvidas deixou de as ter nas últimas diretas. Ser militante de um partido não significa ser vassalo, e assumir como obrigatória uma disciplina partidária, que o torne "um carneiro", ou um fiel servidor, a tal obediência canina. Não se entende, nem se aceita, que alguém venha impor-nos seja o que for, já que até ser "um militante e peras", é nem sempre aceitar algo que contrarie a democracia, a liberdade e a cidadania. Quem aceita que quem nos governa seja pelas mais altas instâncias da justiça apontado como eventual responsável pela ocultação de dívidas? Alguém como militante, aceita uma liderança deste tipo? Duvido que todos a aceitem. Quem tolera, dentro de um partido e na comunidade, que quem nos governa chame de "cachorros" os eleitores, julgo aceita, a opinião de militantes, da mesma forma que, tolera a linguagem e os episódios rocambolescos que acontecem e são notícia na ALRAM. Os conselhos jurisdicionais existem para quê, para prestar mais atenção aos comentários dos militantes no DN? Se ser do povo, é ser cachorro, então existem muitos sociais-democratas, agora, que são "Cachorros Laranja", sem dono, uma matilha democrática que aceita uma liderança, mas que impõe renovação e alternância. Atente-se que ser da social-democracia, não implica ser obrigatoriamente filiado, mas ser da matilha implica aceitação de uma liderança e de uma filiação, à qual se impõe limites de actuação, e um desses limites é respeitar todos os "cachorros", em especial os eleitores. Que faz aqui o conselho de jurisdição, quando alguém do partido, chama aos eleitores de cachorros? Nada, nem pia. E a nível nacional qual será a opinião? Será de concordância? Duvido. Portanto é bom que determinados senhores, vassalos de determinados partidos, ao serviço de um só e único dobermann, pensem que nem todos uivam ou ladram quando querem ou alguém manda, e tenham em atenção ao que se passa ao seu redor, atentos aos maus exemplos que vêm todos de dentro, de quem agora assume cargos de responsabilidade polìtica, governativa e partidária. Quanto à forma e conteúdo que exprimo, a minha opinião livre, essa não mudará, nem que ladrem e uivem o ano inteiro.