O Governo Regional (GR) entregou, na Assembleia Legislativa da Madeira, uma moção de confiança, com o propósito assumido de tentar a religitimação face às notícias que dão conta da possibilidade de ser deduzida uma acusação grave ao seu Presidente e a quase todos os secretários regionais. Para o CDS-PP, a posição e a iniciativa do GR peca por ser, em primeiro lugar, extemporânea, pois ainda não foi deduzida a referida acusação. Em segundo lugar, e talvez mais importante, é um contra senso absoluto, revelador de uma desorientação a toda a prova e de uma clara falta de vergonha, que se justifica pelo desespero de quem vê o poder escapar-se por entre os dedos. Recordo que em tempos não muito distantes, o próprio Presidente do Governo Regional chamou à Assembleia Legislativa "casa de loucos", justificando assim as suas ausências continuadas, a sua fuga ao debate. O CDS-PP, como líder da oposição, assumiu uma posição responsável - como lhe é exigido pelos Madeirenses e Portosantenses - e cumprirá com aquilo que comprometeu com os cidadãos: quando for formalizada a acusação aos membros do Governo Regional (GR), entregará uma moção se censura, na Assembleia Legislativa da Madeira, para procurar devolver a palavra aos eleitores. Esta posição não invalida que faça, desde já, um desafio ao Presidente do Executivo: tal como fez em 2007, aquando da aprovação da Lei das Finanças Regionais do Governo Socialista, Alberto João Jardim deve ter a coragem de demitir-se e de concorrer a novas eleições. Se procura relegitimar-se, que melhor forma de fazê-lo do que permitindo que os Madeirenses e Portosantenses possam escolher? De que tem medo o Presidente do PSD? Certamente, terá medo de que nem todos os seus deputados o apoiem. Mas terá ainda mais medo do veredicto dos cidadãos, que certamente o confrontarão com todos os seus erros.
José Manuel Rodrigues, Presidente do CDS-PP/M