Páscoa é libertação. Do calvário imposto pelos irresponsáveis a quem, em má hora, entregámos a gestão da coisa pública. Da morte lenta provocada pela austeridade compulsiva e violação de direitos. Da alienação ditada pelas histerias colectivas, ora resultantes dos ódios não resolvidos e da preocupante falta de lucidez, ora fomentadas pela incompetência que entretém em vez de resolver e que folga em vez de governar. Páscoa é renascer para o essencial. E nesse caminho, nem sempre percorrido por quem tem missão profética, ou que, sobretudo neste dias de fervor, devia usar o púlpito com redobrado bom senso, há momentos de excelência, por sinal todos vindos de fora, como se o nosso mundo infernal continuasse a ser um recomendável cantinho do céu, como se os decisores locais não tivessem culpas na dor colectiva, como se a nossa 'Paixão' não merecesse gestos de boa vontade, coragem não subsidiada e alertas feitos de palavras oportunas e animadoras. Páscoa é abdicar das zonas de conforto. Foi o que fez o Papa Francisco, avesso a "padres tristes", que "se transformaram em coleccionadores de antiguidades ou de novidades", em intermediários ou gerentes. Recomendou-lhes uma nova viagem diária à periferia com rosto humano, "onde se encontra o sofrimento, onde o sangue é derramado, há uma cegueira que quer ver, há presos de maus patrões". Mas foi mais longe. Não se limitou a rir para disfarçar os males instalados ou a chamar a atenção para dar nas vistas. Deu logo o exemplo num gesto sem precedentes, ao lavar os pés de 12 detidos numa instituição prisional de menores que serviu para questionar: "estaremos nós dispostos a servir os outros?" Páscoa é vencer medos. D. Jorge Ortiga, o arcebispo de Braga que se atirou sem calculismos aos políticos que se refugiam "em questões sem sentido", mostrou como se faz. "Por que é que nós consentimos que tantos seres humanos continuem a ser vítimas da miséria social, da violência doméstica, da escravatura laboral, do abandono familiar, do legalismo da morte, da corrupção judicial, das mortes inocentes na estrada, das mentiras dos astrólogos, do desemprego, de uma classe política incompetente e do monopólio dos bancos?". Esta é a ressurreição que urge anunciar. Rómulo Coelho, Líder da JSD Mostrou aos seniores muito bem instalados o que deve ser feito quando alguém humilha sem argumentos. Acusado por Jardim de ser assalariado, libertou-se do cargo para poder defender os seu ideiais. A grandeza do gesto é eloquente. Marco Ferreira, Árbitro Estreou-se oficialmente em jogos internacionais esta semana, dando início a um caminho que o pode levar aos grandes jogos da FIFA. Também deixou a sua marca de rigor e profissionalismo na organização do 'São Vicente Cup' . É obra. Francisco Costa, Presidente da SDM Nem tudo vai mal na economia regional. Um dos vectores do CINM, o registo internacional de navios, continua a revelar bons indicadores. Soube-se que cresceu ligeiramente no último ano. Estranha-se a tímida mediatização. Rui Rebelo, Presidente da EEM Enfrentou a abordagem à EEM com serenidade, como se regista que tenha respondido às questões feitas pelo DIÁRIO. Os dados sobre a eléctrica, suas práticas e anomalias são também por isso públicos. Outras empresas públicas se seguirão! D. António Carrilho, Bispo do Funchal As homílias da Semana Santa tentaram adequar a mensagem bíblica a um tempo de extrema de necessidade. Mas não basta alertar, nem mandar fazer. Importa ser consequente e agir em conformidade. Será pedir muito?
Como não acabar no calvário?!
Ressuscitar é criar rupturas, por muito que os acomodados prefiram túmulos