J. Edgar Marques Da Silva Bom senso, a que se associa noções de sabedoria e razoabilidade, são ingredientes cruciais que devem fazer parte de quem assume governar e ter à sua responsabilidade um povo e uma região: em quase 40 anos de autonomia viu-se tudo, menos isso, e aqui se incluirmos a respectiva verticalidade pessoal, a vergonha é ainda maior, basta estarmos atentos às acções e às omissões, somando o servilismo e a bajulação, facilmente concluímos, que estamos perante pessoas, em que o brio, a responsabilidade, o carácter e a honra, cingem-se a meros acessórios de retórica política, apenas garantida pelo "faz de conta" e pelo "parecer ser", com mais valor do que ser, Homem com H grande. Muitos julgam, que um governante, tem de ser um "homem com formação académica", esta condição, é sim importante, mas só se nesse ser imperar a sabedoria, e o bom senso, e onde a verticalidade, seja marca de carácter; de "formação superior", dada mais pela experiência de vida, e pelos ensinamentos oriundos do berço. É que só formação académica, não permite formar uma pessoa de bem, e quando ainda por cima se constata, "formações académicas", de dúbia equivalência, mais por créditos dados e garantidos por conflitos de interesses, que merecidos por douta avaliação. Mas importa sim a verticalidade, aquela que nos permite, mesmo dentro de um partido discordar, colocar em questão, dar a razão, a quem a tem, por imperativo desta ao seu lado estar, seja em que circunstância for, a verticalidade, permite-nos ser Homens de verdade, com humildade reconhecermos que para sermos reconhecidos, teremos de aceitar e reconhecer os outros primeiro, mesmo que deles discordemos, e é isso que faz da democracia a melhor forma de governo, até um dia, que temos, uns que preferem a bajulação e o servilismo, e apenas a sua verticalidade reside numa falsa postura de um líder que teima em manter-se de pé, mesmo apercebendo-se que muitos anseiam pela sua queda. Deveriam lideres assim ser como as "coisas e loisas", ás quais se atribui um prazo de validade, findo o qual se torna impróprio para consumo, talvez a democracia ganhasse já que nem com limitações de mandatos tal objectivo se alcança.