Não podia vir mais a propósito o refrão da canção "One Day, Baby..." dum artista israelita até à pouco meu desconhecido! Naturalmente um dia seremos velhos! Uns mais cedo ou mais depressa que outros! Mas, podemos testar essa velhice, antecipadamente, testar o nosso grau de envelhecimento de várias formas ... e até muito fáceis, começando por dar uma olhadela ao espelho, em ambiente iluminado, de frente e de perfil, observando as mais destacadas curvas do nosso corpo; podemos confirmar o ano de nascimento no C.U., em posição erecta, sem qualquer peça de vestuário, numa balança fiel, confirmando o peso, para saber se está na "red-line", ... também podemos tentar comer um gelado de duas bolas, num cone de uma bola só, com os olhos vendados, sem pingar a roupa. Quem passar por estas provas, sem franzir a cara, sem desatar a praguejar ou sujar a camisa de gelado, tem um bom estado físico geral e provavelmente não será um envelhecido precoce - principalmente no que se refere ao exterior do seu corpo. Mas como disse, o envelhecimento é variável entre as diferentes pessoas, nos diferentes orgãos e sistemas. Se por exemplo, o pâncreas "envelhece" mais cedo que o esperado, a pessoa torna-se diabética; também, muitas dores nos joelhos, mais evidentes em descidas e subidas, podem significar um envelhecimento ou desgaste da cartilagem articular e ser um sinal precoce de artrose. Por estes exemplos se percebe, que o nosso corpo envelhece a horas e em locais diferentes,de acordo com a diferente utilização das suas partes, umas mais que outras, dependendo muito dos variados hábitos, higiénicos, alimentares e também relacionados com uma prática de exercício físico activo e adequado á idade. Com a actualização estatística nacional, confirmamos que o número de idosos não pára de crescer - e o número de nascimentos não pára de diminuir - o número de cidadãos válidos, produtivos, com ou sem curso superior, que procura mudar a sua vida para o estrageiro, também aumenta diáriamente, assim como o desemprego nacional não consegue regredir. Deste modo, com este "andar da carruagem", é mandatório perguntar: - Quem vai ficar aqui para abrir a luz quando estiver escuro ou apagá-la quando for a hora do nascer do sol? - Quem vai ficar por cá com condições, para poder pagar, os IVAs, IReSses, IRCês e outros IeRes então criados, para re-encher a sacola esvaziada do Estado Social? Os números calculados para a renovação da nossa "frota" populacional, indicam que são necessários em média 2,3 filhos por casal, quando, no nosso país, os valores actuais andam á volta de 1,3, números mais ou menos idênticos aos outros países europeus centrais e ocidentais - todos eles muito abaixo das metas desejáveis. Portanto, estamos nós - europeus - a ficar velhos - e cada vez mais velhos - sem consumar essa tão desejada e necessária renovação! Ao invés, entre os europeus, descendentes de muçulmanos, as taxas de natalidade são bem maiores, situando-se nos 7 a 8 filhos por casal. Tudo leva a crer que, a continuar esta falta de "pachooorra" europeia, em ter mais filhos, a população da Europa, será lentamente substituída, por residentes, descendentes dos nossos irmãos do Norte de África, que no passado distante, eram os tais nossos inimigos dos episódios das Guerras Santas. Neste cenário, com este inevitável envelhecimento das sociedades europeias, com a fuga de quadros jovens, para outras paragens - outros continentes - mais atractivas e mais promissoras, resta-nos pouco mais que ... ir pagando as nossas continhas, ir apagando os fogos que aparecerem ... e ir contando umas histórias ... tal como diz a letra da simpática canção do israelita Asaf Avidan...!

José Manuel Morna Ramos