João Freitas "O modelo e perfil dos clientes ao longo dos anos tem vindo a alterar-se. Os orçamentos são cada vez mais limitados e as pessoas não querem ter surpresas." Esta uma das considerações de Dionísio Pestana, maior líder hoteleiro português, na recente entrevista a este matutino (10/3). O perfil do turista descrito estará em consonância com estes tempos de crise económica e de maior incerteza. Tal caracterização perspectiva que a opção do turista seja o modelo "Tudo incluído" (alojamento + refeições), o que faz prever que as opções de lazer do turista não ocorrerão a grande distância da unidade onde se encontre alojado, sendo o seu leque de opções de actividades de lazer mais reduzido e de menor mobilidade no destino. Esta situação fará com que a distribuição dos rendimentos disponíveis dos turistas pelos diferentes negócios turísticos do destino serão menores e em menor área do seu território. Nestes últimos anos a entrada de hóspedes na região tem diminuído. A receita por quarto disponível também tem vindo a decrescer. Estes indicadores, em decréscimo, indicam que serão necessários mais anos para a recuperação dos investimentos realizados, havendo menor rentabilidade das margens de lucro dos mesmos e por consequência da perda de atractividade do destino a novos investidores.