Manuel Marinho Qual é a diferença entre pessoas que fazem com que as coisas aconteçam, e as que parece, só terem a ideia que lhes acontecem a elas? Eu encontro-me desempregado desde que cheguei à Madeira, a 13 de Novembro de 2009. Nem sequer passa pela cabeça que é por "empatia" de ser um Português continental. Vim na pior altura de crise que vivemos nesta década. O que é certo é que todas as semanas vou ao Instituto de Emprego da Madeira, e já fui a várias empresas à procura daquilo que quero e não o encontro… Mas aconteceu uma história diferente, a Câmara Municipal do Funchal, abriu um programa em finais de Janeiro último "Formação em contexto real de trabalho". No princípio era para 100 candidatos em situação de desemprego. Como houve muitas candidaturas acabaram por entrar 300 candidatos. Com direito a bolsa de 300 euros e mais transporte, durante três meses, seria um começo, para mim. Vi que seria uma boa oportunidade. Então resolvi concorrer. Juntei todos os documentos necessários, comprovativo que estava escrito IE- RAM, cartão do cidadão, certificação Junta de freguesia neste caso de São Roque, e uma declaração em como não recebia subsídio RSI. Aqui começa o problema: na altura recebia um "subsídio" de 9.67€ de RSI. Foi-me logo negada a recepção da minha candidatura à formação que a Câmara do Funchal tinha aberto aos desempregados. Agora pergunto: 9,67€ será um subsídio para alguém que quer ser autónomo na sua vida? O mais interessante - e daí a história da "Empatia" - é que a 14 de Fevereiro, seis dias após terminar o prazo de inscrição, recebia uma carta do Instituto de Segurança Social da Madeira, a informar que se procedeu à reanálise da manutenção do direito RSI, e dessa análise verificava-se que não tinha direito, pelo que a mesma tinha sido cessada, a 1 de fevereiro 2013. Fiquei eu sem direito a me candidatar por ser subsidiado, relembro a 9.67€, e ficando sem o mesmo por causa dos serviços da ISSM, já que chegou muito tarde o aviso que tinha cessado o RSI. Conclusão: fiquei sem nada. Agora fiquei a saber que há dois tipos de desempregados para as formações. Pode ser que para a próxima tenha mais sorte, até porque deve de haver equidade e tolerância na vida social. Há dois tipos desempregados: os subsiados pelo Instituto do Emprego que tinham direito à formação e os desempregdos subsidiados pelo Instituto daSegurança Social ou seja recebedores do RSI, que não têm direito a nada... Sinto-me inútil e sem préstimo para a vida e volto a não saber o que fazer comigo mesmo. Não posso mais ter confiança, sobretudo na ética de quem faz os regulamentos para estas formações. Para a próxima irei candidatar-me outra vez, agora é claro sem o tal "subsídio" de miséria ou de brincadeira até porque continuo desempregado e sem autonomia de vida. Se hoje vivo é muito à custa das instituições de solidariedade social, não porque sou pobre, porque tenho muita saúde e isso é o mais importante. Não tenho é emprego...