Sem querer interferir no gabinete do primeiro-ministro que gasta quase 150 mil euros por mês em técnicos administrativos (13), adjuntos (7) e assessores (10), secretárias pessoais (10) e motoristas (12), não é difícil adivinhar para onde caminha este país governado por políticos profissionais que, para além do jogo político, apenas foram administradores executivos e não executivos de empresas dos amigos ricaços. Quando baixam os salários a toda a gente que trabalha e pagam horas extraordinárias ao preço da "uva mijona", permitem-se às forças do estado, nomeadamente a polícia de segurança pública, o quase duplicar de gratificados para espetáculos culturais e desportivos. Os clubes de futebol já prescindiram do aparato policial, o tal garante da ordem pública que nada custa a organizações políticas em manifestações ou a parlamentos cercados por indignados cheios de razão. Para terem uma vaga ideia, só por três provas de atletismo, (Volta, estafeta C. Lobos/Funchal e Meia-maratona), a PSP recebeu cerca de 4000 euros. Perguntem ao presidente do governo regional quanto é que ele pagou pelas escoltas às inaugurações onde se permitiu comparar protestantes a cachorros e patas rapadas. O que se pouparia se não houvesse essas instituições que se dizem fruto da autonomia, tal como um governo regional, um parlamento e tantas outras coisas que se devem a um estatuto feito à medida dos políticos. As figuras que fazem, penso que nem um espelho devem ter lá em casa. Então quando querem brilhar, dão mesmo vontade de rir com as gafes que vão cometendo. No outro dia foi o presidente da Assembleia, quis referir-se ao harakiri dos japoneses e saiu-lhe que o governo central estava a cometer um "harikari". Porque é que o jornalista não lhe perguntou, afinal o que é um harikari? E o ar que passam de intelectuais, citando gente de um qualquer livro que 95% da população não leu! E para que é que servem comissões de inquérito à comunicação social, ao Sesaram, a outra coisa qualquer, quando os resultados (quando aparecem) são sempre os mesmos porque a maioria decide que é assim e a maioria é PSD?! Não seria melhor os deputados dos outros partidos não integrarem comissão nenhuma, à semelhança do que fazem na Assembleia quando abandonam a sessão porque o presidente do governo não aparece?! E já agora pergunto: será que lhes marcam falta e têm de justificar a ausência? Ou recebem o ordenado na totalidade para gastar uns trocos no bar do parlamento, aos preços daquela uva que a gente conhece? E para quando estas figurinhas pagarem parque de estacionamento, tal como os professores nas escolas? Sempre ficavam mais umas verbas para pagar a areia da Calheta ou a menina dos olhos do vice-presidente no Lugar de Baixo. Quando é que o governo regional vai abandonar aquele sorvedouro de dinheiro que o mar decide estoirar de vez em quando? Quando é que o povo vai decidir pôr esta gente na rua, sabendo que o tempo que passa agrava a situação da Madeira? Os de cá e dos de lá, são políticos com quem não devemos pactuar, escondem dívidas e pregam-nos com cada mentira, perpetuando-se no poder. E hoje, ninguém acredita que a justiça, quando cabe a esta gente do (des)governo, se faça cega. Não cometamos o harakiri (suicídio). Muito menos o harikari, esse é para gente fina…
Harakiri
E o ar que passam de intelectuais, citando gente de um qualquer livro que 95% da população não leu!