No mundo atual onde a ação conjunta entre tecnologias e ciencias do conhecimento,o exercício físico é uma forma de medicina. Então haverá forma de gerar alegria e bem e as pessoas que têm a doença? A doença de Parkinson é caracterizada por uma neuro degeneração do sistema nervoso central, afetando o individuo nas suas funções ao nível do aparelho motor, cognitivo, e afetivo. Esta doença afeta a produção de dopamina no cérebro. O exercício físico regular é causador de uma melhoria, na independência e qualidade de vida de quem sofre de Parkinson. Os programas de treino abrangem: a força muscular, a propriocepção, a mobilidade articular, e estabilidade neuromuscular. Os benefícios gerados pelo exercício físico influenciam os aspetos, motores, neurais, fisiológicos e cognitivos. Estudos comprovam a melhoria da qualidade de vida nos portadores da Parkinson após os programas de treino, onde se incluiu confiança na marcha, melhoria do bem-estar, melhor equilíbrio, aumento da força, aumento da capacidade do VO2max retardando ainda a degeneração dos neurónios. Os pesquisadores sugerem que o exercício físico é neuroprotectivo e poderá desacelerar ou parar a patologia. O exercício físico realizado de uma forma regular auxilia o cérebro a produzir fatores de crescimento neuro químicos uma vez que estes fatores são agentes protetores das células de dopamina. Estas células são normalmente destruídas na Parkinson. Os efeitos sentidos positivamente através do exercício físico não são perpetuados. Se acontece abandono da aplicação dos programas de exercício físico as adaptações positivas sentidas nos vários sistemas interrompem-se e a patologia faz sentir os seus efeitos. Da união entre exercício físico e tratamento médico na luta contra a doença, nasce a qualidade de vida e o equilíbrio do individuo.

Ricardo Aguiar - Especialista em exercício e saúde