José Ângelo Gonçalves de Paulos O Papa Francisco, ainda, mal tomou posse ou inaugurou o seu ministério, já está o seu passado a vir à superfície. Neste momento, sei que muita gente está a admirá-lo, sobretudo jovens, mais pela sua simplicidade e humildade. Revolucionou, em três dias, toda uma sociedade que estava desencorajada, desanimada por toda uma classe política: regional, .nacional, e europeia. Deixemos de conversas. A Igreja é uma força poderosa. Os partidos e o poder político nada representam, por mais ateus, agnósticos e" progressistas", que sejam os seus agentes´. Nada conseguem. Tanto mais se o padre for conservador-reaccionário ou progressista-contestatário, o Povo acredita sempre neles. A CCS deve ver a força que deu aquele homem vestido de branco. Desconhecido, com ar envelhecido, não diria frágil, mas que nesses três dias, pôs o mundo em ebulição. Mais do que qualquer outro líder. E o que fez o Papa Francisco? Abraçar, beijar, dar as mãos e falar simplesmente com as pessoas. Nem a direita, por mais conservadora, ou, a esquerda por mais progressista que fossem chegaram a esses patamares de popularidade Agora, dizem que o Papa Francisco foi conivente com a ditadura da Argentina. Não sei, nem o conhecia antes de ser papa. Nunca ouvi falar nele nem dele. Só por ser o Chefe da Igreja estão a escarafunchar para ver se tem mácula. Outros também foram colaboracionistas em sistemas políticos totalitários. Se a ditadura de direita da Argentina e que dizimou muitas pessoas, teve o silêncio do cardeal Jorge Mario Borgoglio. Condeno. E a ditadura de esquerda dos países de Leste , de Cuba e de outros países da Ásia não está muita gente também silenciada?. Ou será que devemos investigar os que contribuíram para a prisão e matanças nos países das ditaduras da direita e nos outros, os da esquerda, o nosso silêncio é uma forma de protesto, porque, esses, os seus cidadãos ou suas cidadãs eram "reaccionários"? Para mim, ditaduras são sempre iguais a si próprias. Nem de direita nem de esquerda. Nem fascismos, nem totalitarismos. Chamem-me o que quiserem. Mas, intransigentemente, defensor dos Direitos Humanos. Deste Papa só lhe peço que continue igual ao que tem sido até hoje: simples, modesto, sem atavismos, nem roupagens sumptuosas de "imperadores", nem sapatos vermelhos, capinha dourada, nem papamóveis etc. Se as mulheres serão sacerdotizas (gostaria de ver e luto por isso); se o celibato deveria ser por via da opção (tb aceito e luto por isso). Penso que com este papa isso não será possível. Porque é conservador. Segundo dizem, moderado. Agora estou com a Igreja no que diz respeito à sua doutrina, na condenação : ao aborto, à eutanásia, e aos casamentos gays. Quanto às questões que se prendem com a moralidade: o uso do preservativo, deve ser obrigatório; a sexualidade deve ser aberta e livre à consciência dos cônjuges ou de mulheres e homens, que, assim,o queiram. Os divorciados ou recasado(a)s devem ser integrados na Igreja e ter acesso a qualquer sacramento. E a homossexualidade não ser motivo de anátema, tendo em conta, a união de facto e não o casamento. Quanto ao resto aguardo. Que o Papa Francisco limpe a cúria romana. Despeje aquele anti-Cristo, que por lá anda. Banco Ambrosiano, pedofilia e outras nódoas. Gostaria que chamasse os Teólogos da Libertação e de outros Teólogos Progrssistas e lhes desse a primazia a que eles têm direito na Igreja de Jesus.