Duas palavras fortes, duras, são o que resta de mais uma semana desta crise infindável. Não se pode dizer que não se vê preocupação entre os responsáveis, mesmo que à partida e à chegada de dispensáveis e insossas 'reuniões no centro da Europa' se oiça falar apenas de mudanças no "governo de lá". O que se passa é que 'eles' falam, falam... e não se vê nada de concreto. Dos bons políticos não se espera apenas brilhantes diagnósticos da situação externa, ou rebuscadas soluções para os outros governos, no outro lado do mar. Numa situação como a que vivemos, exigimos medidas práticas, passos em frente (por mais pequenos que sejam), que demonstrem uma preocupação prática. Quais? Perguntemos aos políticos que têm sempre na ponta da língua brilhantes soluções para todos os outros lados. Alguma coisa deverá ocorrer-lhes... Durante a semana, a fome deixou de ser uma palavra assumida apenas nas instituições de solidariedade, ou sussurrada nos corredores autárquicos, por responsáveis com sensibilidade social que se confrontam com a fome de crianças oriundas de famílias de pobreza envergonhada. Antes era apenas nos fins-de-semana, pela ausência das aulas, agora são as férias da Páscoa que prolongam o desespero de quem tinha apenas as cantinas escolares para enganar a fome. Talvez pelo exemplo que vem de cima, alguns autarcas inventariam as dificuldades e esse exercício é suficiente para desistirem. Uma cobardia que o secretário regional da Educação pôs a nu com toda a simplicidade do mundo: afinal, ninguém lhe terá pedido ajuda para manter as cantinas abertas. Falar e não fazer nada, por parte de quem foi eleito e é pago para fazer, é também o que se vê em relação ao desemprego. O número oficial já chegou aos 25 mil desempregados na Madeira, a que falta acrescentar os de longa data ou os que passam ao lado das burocracias da estatística. Um flagelo social, uma bomba atómica de efeitos imprevisíveis. Mas as soluções dos nossos chefes são todas para o continente e, eventualmente, para endireitar o Chipre! Luís Delgado, Santa Casa Misericórdia Machico "A fome não fecha às seis da tarde de sexta, continua ao sábado e domingo". Um alerta oportuno que deveria despertar os políticos. Manuel António Correia, Secretário regional Juntou empresários e foi ao encontro das Comunidades, no caso em Jersey. Porque governar não pode ser apenas fazer de conta. Bruno Pereira, Candidato do PSD à CMF Fez 'orelhas moucas' às ordens para eliminar todos os 'traidores'. Para já, a equipa que está a constituir parece orientar-se por outros princípios. Sara Branco, Teatro Experimental Camacha A quarta edição do festival 'AMO-TEatro' está a ter o êxito esperado. A dedicação às outras causas e sensibilidades também vale a pena. Miguel Mendes, Comandante da PSP-Madeira Herdou situações internas quase inexplicáveis, que contrariam os princípios da instituição. Chegou a altura de fazer alguma coisa.